Quer momento melhor para colocar em prática o sonho da casa própria do que quando a família começa a crescer? Seja para a primeira gestação ou não, achar o imóvel ideal é uma tarefa que fica mais difícil sem orientação.
O corretor de imóveis Hermínio Bisinotto Júnior avalia que a procura feminina tem crescido bastante nos últimos tempos. “Esta tendência vem se concretizando há algum tempo. Muitas mulheres têm comprado sozinhas a casa própria e, ainda que compre junto com o companheiro, a decisão final sobre qual imóvel comprar quase sempre é da mulher. O homem se preocupa mais com a área de lazer e a mulher, com o conjunto”, avalia.
Esse é o caso de Licarla Borges, que realiza este ano o sonho de ter um “cantinho” para chamar de seu e do filho, Raul. “A oportunidade apareceu durante um período difícil, mas a cada dia que passa é um dia a menos sem a nossa casa, o nosso lar, meu e do meu filho. Porque no fim do dia é isso que importa: que ele tenha tudo de melhor na vida e ter uma casa nossa traz segurança e apoio, tão essenciais na criação de uma criança”, conta ela.
Hermínio Bisinotto Júnior explica que financiamentos e demais benefícios têm sido um grande aliado para a aquisição do primeiro imóvel. “O primeiro imóvel de uma pessoa ou casal costuma ser o que cabe no bolso. Em geral, são jovens no início da carreira e ainda não têm reservas para entrada e tampouco conseguem pagar uma prestação mais alta. Sendo assim, um apartamento em planta ou uma casa por aquisição de terreno e construção têm sido a preferência desse público, pois, além de taxas de financiamento subsidiadas pelo programa ‘Casa Verde Amarela’, o comprador ainda tem isenção de ITBI, desconto no registro do contrato e a incorporadora parcela a entrada durante o período de construção. Tudo isso facilita bastante para quem não quer ir para o aluguel. Basicamente, o adquirente precisa ter o nome limpo”, sugere.
Um ponto que voltou ao centro das discussões foi o tamanho do imóvel de moradia. Com a pandemia, muitas famílias têm ficado mais tempo juntas em casa e ter espaço se tornou fundamental. “Esta tendência aconteceu tanto para locação quanto para venda. Após o início da pandemia, a procura por imóveis maiores cresceu muito. Nos condomínios verticais as áreas de laser não podem ser acessadas pelos moradores e com o home office o espaço ficou pequeno dentro da habitação. Isto fez com que os terrenos e casas em condomínios aumentassem muito de valor, em função da demanda, além do aumento de preço dos materiais de construção. Creio que esta tendência faz parte do novo normal pós-pandemia”, finaliza.