ALERTA

Magro também pode ter colesterol alto e risco silencioso ao coração

Cardiologista alerta que excesso da substância pode se acumular nas artérias sem provocar sintomas

Débora Meira
Publicado em 15/08/2026 às 18:51
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O colesterol costuma ser associado ao excesso de peso, mas pessoas magras também podem apresentar níveis elevados da substância no sangue. O alerta é do cardiologista Raelson Batista, que explica que o colesterol é necessário para o funcionamento do organismo, mas passa a representar um risco quando está em excesso. Em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, o médico destacou que a alteração pode permanecer silenciosa por anos. 

Segundo Raelson, o colesterol participa de funções importantes do organismo, como a produção de hormônios e a manutenção das células. O problema está na quantidade excessiva circulando no sangue. “O problema do colesterol não é o colesterol, é o excesso”, afirma. 

Quando há excesso de colesterol, partículas podem se acumular nas paredes das artérias e contribuir para a formação de placas, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto. 

A alteração, porém, não está necessariamente ligada ao excesso de peso. “Existem pessoas magras que têm excesso de colesterol no sangue”, afirma o cardiologista. 

Como o colesterol elevado nem sempre provoca sintomas, a alteração pode ser identificada apenas por meio de exames de sangue. Por isso, Raelson recomenda que a população faça a avaliação dos níveis de colesterol. “É sempre recomendado. E aí não tem idade para isso. Que as pessoas façam, pelo menos uma vez, exames que meçam o nível de colesterol”, informa. 

O lipidograma permite avaliar diferentes componentes presentes no sangue, entre eles o LDL e o HDL. O acompanhamento desses índices ajuda o profissional de saúde a avaliar o risco cardiovascular de cada paciente. 

O controle do colesterol envolve hábitos de vida e, quando necessário, tratamento medicamentoso. Entre os cuidados, o cardiologista destaca a alimentação e a prática regular de atividade física. “É importante, é preciso ter alimentação com alguma coisa em gordura, mas o excesso é que é o problema. Ao mesmo tempo, fazer atividade física”, explica.  

Além do colesterol, os exames também podem indicar alterações nos triglicerídeos. Segundo Raelson, os níveis dessa gordura no sangue podem estar relacionados ao metabolismo do açúcar. “Quanto mais alta a taxa de açúcar, maior a conversão do organismo para triglicérides”, informa.  

O acompanhamento, portanto, deve considerar o conjunto de fatores de risco de cada pessoa. Quando há indicação de tratamento, medicamentos como as estatinas podem ser utilizados para reduzir os níveis de colesterol, sempre com avaliação e acompanhamento médico. 

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