A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá aprovar mais oito canetas emagrecedoras até o fim de 2026. A expectativa da agência é que o aumento da concorrência entre fabricantes ajude a reduzir os preços dos medicamentos, ampliar o acesso da população e diminuir o mercado ilegal.
Dos 24 pedidos de registro incluídos em um edital de priorização da Anvisa, seis produtos já foram aprovados e cinco tiveram os pedidos negados. Outros 13 processos seguem em análise.
Segundo a agência, um dos pedidos deve ter a avaliação concluída ainda neste mês, enquanto outros sete têm previsão de análise até dezembro.
Mais opções e combate ao mercado irregular
De acordo com a Anvisa, a ampliação do número de fabricantes autorizados pode reduzir a procura por produtos sem registro vendidos ilegalmente.
A agência também intensificou a fiscalização contra a comercialização de canetas emagrecedoras sem aprovação no Brasil, principalmente produtos contrabandeados.
Segundo a Anvisa, parte desses medicamentos entra no país sem controle sanitário e pode ser transportada em condições inadequadas de armazenamento. A agência alerta ainda para riscos relacionados a produtos com concentração incorreta de princípios ativos ou presença de impurezas.
A fiscalização conta com apoio de órgãos como Polícia Federal, Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal.
Acordo com o Paraguai
A Anvisa informou que negocia um acordo de cooperação com a autoridade sanitária do Paraguai para ampliar o compartilhamento de informações sobre produtos comercializados na região de fronteira.
A iniciativa busca facilitar a identificação de medicamentos que possuem autorização apenas em outro país, mas não têm registro no Brasil, além de produtos que circulam de forma irregular.