Cerca de 430 mil pessoas estão na fila por uma cirurgia eletiva em Minas Gerais. O estado recebeu recursos do governo federal na casa dos R$ 25 milhões visando agilizar os procedimentos, mas, ainda assim, o valor é insuficiente.
O montante é para até dezembro. Se depois disso a União não mandar mais dinheiro, os esforços podem ficar nas mãos dos municípios, sobretudo devido à calamidade financeira enfrentada pelo Estado, e há risco real de paralisação das cirurgias agendadas.
“A gente sabe que o recurso é insuficiente para toda a demanda. O município de origem vai definir, de acordo com o recurso que ele tem, quais pacientes e clínicas vai priorizar”, afirma Zélia de Fátima Abraão Marques, superintendente de Programação Assistencial da Secretaria de Estado de Saúde, à rádio Itatiaia.
“Quem define a prioridade é o município de origem, que é onde o paciente é alocado, fazendo uma compatibilidade com a oferta”, orienta a superintendente. Segundo ela, o aporte de R$ 25 milhões é um recurso extra para dar andamento à estratégia que iniciou em 2017, tendo em vista uma sobra de recursos em âmbito federal, ou seja, nem todos os estados usaram todo o recurso destinado a eles.
Vale lembrar que, tendo em vista o decreto de calamidade financeira, o estado não está realizando investimento, nem mesmo na área de saúde. *Com informações da rádio Itatiaia