Cardiologista explica que qualquer pessoa está suscetível a um ataque cardíaco, mas algumas apresentam fatores de risco, como sedentarismo, obesidade, tabagismo e diabetes melito
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Ilídio Antunes de Oliveira Júnior alerta que o ideal é ter alimentação balanceada, praticar exercícios e estar em dia com os exames
Um ataque cardíaco geralmente ocorre, segundo os especialistas, quando um coágulo bloqueia o fluxo sanguíneo para o coração. Sem sangue, o tecido perde oxigênio e morre. O clínico geral e cardiologista Ilídio Antunes de Oliveira Júnior explica que qualquer pessoa está suscetível a um ataque cardíaco. Contudo, as mais predispostas são aquelas que apresentam fatores de risco, como sedentarismo, obesidade, tabagismo, hipertensão arterial, falta de controle do colesterol e triglicerídeos, diabetes melito e estresse.
De acordo com Ilídio Antunes, um paciente que apresente algum desses fatores de risco pode expor um quadro clínico mais comum, com fortes dores no peito, que pode se estender ao ombro e membro superior esquerdo, bem como a mandíbula. “Há também situações em que o quadro clínico não apresenta forma característica [de um ataque cardíaco], com possibilidade de se manifestar com dor na boca do estômago e na região dorsal, por exemplo”, explica. O especialista destaca que, associado ao quadro, pode haver tontura, palpitação, suor frio, vômitos e enjoos.
Nos casos mais graves, o cardiologista afirma que é possível apresentar um quadro fulminante, devido ao “desajuste” significativo nos batimentos do coração, com parada cardiorrespiratória, o que pode levar a pessoa à morte. “Em outras situações pode ocorrer um infarto agudo do miocárdio sem a pessoa nada sentir, como em pacientes com diabetes melito e da raça negra”, salienta o médico.
Nos últimos dias, voltou a circular na internet mensagem que “orienta” as pessoas a como sobreviver a um ataque cardíaco se estiver sozinha. No entanto, Ilídio Antunes aconselha que a melhor forma de prevenir é se atentar aos fatores de risco, procurar um especialista e seguir as orientações a serem adotadas no dia a dia. Segundo ele, o ideal é manter um ritmo de vida saudável, com alimentação balanceada, prática regular de exercícios físicos e estar em dia com os exames rotineiros.