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Marido que matou mulher e cunhadas vai a júri em março

Acusado de ter matado três irmãs, sendo uma delas sua esposa, será submetido no dia 13 de março ao Tribunal do Júri. Data foi confirmada ontem pela 2ª Vara Criminal

Daniela Brito
Publicado em 13/02/2014 às 11:16Atualizado em 19/12/2022 às 09:02
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Edson de Ávila matou as três mulheres com golpes de podão, principalmente nas regiões da cabeça, pescoço e tórax

Acusado de ter praticado chacina matando três irmãs, sendo uma delas sua esposa, será submetido no dia 13 de março ao Tribunal do Júri. A data foi confirmada ontem pela 2ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Fabiano Garcia Veronez. O julgamento acontece a partir de 9h30 no Fórum Melo Viana. Edson Fernandes de Ávila será defendido pelo advogado Leuces Teixeira de Araújo, enquanto a acusação será feita pelo promotor de Justiça Raphael Soares Moreira César Borba.

A defesa deverá alegar a imputabilidade penal do réu. Isso porque durante a fase processual foi instaurado o procedimento de insanidade, e laudo pericial confirmou sua semi-incapacidade, ou seja, na época no crime, Edson Fernandes não era inteiramente capaz de entender o caráter ilícito de sua conduta. Na sentença de pronúncia, o juiz disse não ser possível excluir a ilicitude da conduta ou a culpabilidade dele em virtude da semi-imputabilidade, deixando a decisão para o Conselho de Sentença do Tribunal do Júri.

O crime, considerado bárbaro e que abalou os uberabenses, ocorreu no dia 8 de agosto de 2011 na própria residência do réu, rua César Daia, no bairro Boa Vista. Ele matou a mulher, Jane Luce Paiva de Ávila, 50 anos, e as cunhadas Dilza Maria de Paiva, 67, e Luzia Maria de Paiva, 59, com golpes de podão, principalmente nas regiões da cabeça, pescoço e tórax. As vítimas ainda sofreram vários ferimentos de defesa nos braços e mãos. Apenas a sogra dele, de 89 anos, portadora do mal de Alzheimer, que morava na casa, escapou com vida porque estava trancada em um quarto. Caídas em uma varanda da casa, as três foram encontradas pela filha de Jane Lúcia e outras duas pessoas da família. Os vizinhos disseram que não escutaram nenhum grito. Durante buscas no interior da casa, os policiais apreenderam um rifle CBC, calibre 22, bem como 34 cartuchos intactos do mesmo calibre, que estavam em cima de um guarda-roupa.

Considerado desde o início como principal suspeito, Edson Fernandes se apresentou dois dias depois do crime e utilizou o direito de se manter calado. Como estava com prisão temporária já decretada pela Justiça, ele acabou sendo levado à prisão, onde se encontra até hoje, visto que o juiz também lhe negou o direito de recorrer em liberdade.

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