A decisão abria brecha para que livros didáticos deixassem de abordar temas como violência à mulher
MEC recua da decisão de retirar algumas exigências de livros didáticos. A decisão abria brecha para que livros didáticos deixassem de abordar temas como violência à mulher.
O novo edital retirava a restrição que proibia a presença de publicidade nas obras didáticas. No novo texto, o órgão suprimia ainda o trecho que exigia que a obra estivesse isenta de erros e a determinação de incluir revisões bibliográficas.
O combate à violência contra a mulher e a promoção da cultura quilombola também não estariam mais no documento. Do edital também havia sido excluída a exigência de que as ilustrações retratem adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e a cultura do país.
O Ministério da Educação decidiu, nesta quarta-feira (9), tornar sem efeito as alterações no edital para os livros didáticos que serão entregues em 2020.
Em nota, o MEC informou que a alteração foi realizada pela gestão anterior da pasta, mas no período em que a equipe do novo governo já trabalhava na transição. O MEC quer ainda saber de onde partiu a ordem para as mudanças no edital, apontadas pela cúpula do ministério como um erro e abriu uma sindicância para investigar mudanças