GERAL

Mercado de trabalho exige outras línguas

Apenas 0,5% dos 2% de brasileiros que estudam idiomas conseguem falar a língua fluentemente

Publicado em 12/08/2013 às 10:21Atualizado em 19/12/2022 às 11:36
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Jairo Chagas

Ter fluência no idioma é questão de sobrevivência no mercado, exigindo que as escolas priorizem a conversação

O mercado de trabalho está a cada dia mais concorrido e apresentar uma língua estrangeira já não é mais diferencial, e sim, exigência para quem quer obter boa colocação e bom salário. Por isso, manter o currículo atualizado no que diz respeito a uma segunda, e até mesmo uma terceira língua, é fundamental.

De acordo com a assistente de recursos humanos de empresa de seleção e recrutamento com atuação em Uberaba, Uberlândia, Catalão (SP) e Ribeirão Preto (SP), Denise Lopes dos Santos, 10% das empresas exigem língua estrangeira no currículo. “Mas depende muito do ramo de atividade da empresa e do cargo a ser ocupado. Geralmente são empresas multinacionais com vagas no setor de compras, cargos de secretária e de analistas de recursos humanos.

Por exemplo, uma empresa local não vai exigir que um analista de recursos humanos saiba inglês, porque ele não terá contato com empresas de outros países. Em uma multinacional, a secretária, o analista fiscal e de recursos humanos, por exemplo, devem ter conhecimento em língua inglesa porque terão contato com fornecedores estrangeiros. Depois dela, vem a língua espanhola em razão do mercado na América Latina”, explica.

Rafael Queiroz, empresário do ramo de escola de idiomas em Uberaba, esclarece que as primeiras escolas de inglês no Brasil surgiram com a revolução industrial na década de 50, com objetivo de contratar pessoas que soubessem operar máquinas estrangeiras. Até a década de 80, o foco era na gramática, escrita, leitura e principalmente na tradução para atender essa demanda.

“Com a globalização, a necessidade do mercado mudou. Falar inglês com fluência passou a ser mais importante, do que dominar as outras habilidades da língua. O inglês se tornou a língua oficial dos negócios, nos quais ter fluência no idioma é muito mais do que uma necessidade, é uma questão de sobrevivência no mercado”, alerta.

Apenas 2% da população brasileira estudam inglês em escolas de línguas, segundo o empresário, e dentro dessa porcentagem, apenas 0,5% desses alunos conseguem falar inglês fluentemente. “As escolas de línguas com metodologias tradicionais ocupam 90% do tempo do aluno com escrita e leitura, enquanto que para o treino da conversação são destinados apenas 10% da aula. O aluno permanece de modo passivo”, destaca Queiroz.

No entanto, o mercado tem feito as escolas se adaptarem. Atualmente, um funcionário permanece na mesma empresa por volta de três anos. “Isso faz com que qualquer tipo de curso, inclusive o de línguas, tenha que ser muito rápido. As empresas não esperam o funcionário obter conhecimentos para depois dar resultados financeiros e de produtividade”, alerta.

 

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