Equipe de veterinários da União Européia (UE) inicia no dia 20 janeiro – até o dia 2 de fevereiro – uma série de visitas a oito estados brasileiros da zona livre de febre aftosa com vacinação para verificação de rastreabilidade; controle de trânsito e noventena animal; barreiras sanitárias interestaduais e internacionais; sorologia de febre aftosa; zona de alta vigilância (Mato Grosso do Sul); resíduos; insumos; frigoríficos; propriedades rurais; e bem-estar animal. A definição dos roteiros da inspeção só será feita na chegada do grupo ao Brasil, no dia 19 de janeiro. A visita, primeira do ano de 2009, é importante para que a União Européia continue com o seu mercado aberto à carne bovina nacional. Após alguns desencontros no final de 2007, a UE exigiu maior transparência do Brasil no cuidado com propriedades fornecedoras de matéria-prima para frigoríficos que exportam para o bloco que é considerado bom pagador e formador de opinião para outros 150 países que também compram nosso produto. A afirmação é do diretor geral do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Altino Rodrigues Neto. Para atender os técnicos europeus os auditores do IMA que atuam em Minas Gerais, nos municípios com propriedades aprovadas na lista da União Européia, já estão mobilizados para receber a missão. Importante parceiro comercial do Brasil, o bloco europeu já credenciou 733 propriedades brasileiras que estão aptas a exportar carne bovina para eles. Dessas 337 estão localizadas em Minas Gerais e representam aproximadamente 46% do total exportado pelo Brasil.