RODOVIAS

Minas tem o maior número de mortes em BRs do país; Triângulo está no mapa da violência

Publicado em 11/02/2026 às 15:05
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As rodovias federais que cortam o Triângulo Mineiro, com destaque para a BR-153, entram no mapa que colocou Minas Gerais na liderança nacional em número de acidentes, mortes e feridos em 2025. Balanço anual divulgado nesta terça-feira (10) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) mostra que o estado concentra os piores índices do país nas BRs. 

No recorte das vias mais críticas, a BR-153, corredor estratégico para o escoamento de produção e ligação do Triângulo com São Paulo e o Centro-Oeste, aparece entre as rodovias com maior número de mortes no país. Ao longo de 2025, foram 282 óbitos registrados na via, que passa por cidades como Comendador Gomes, Frutal, Prata e Centralina. O fluxo intenso de veículos de carga é apontado como fator que eleva o risco em diferentes trechos. 

A BR-116, que atravessa Minas da Zona da Mata ao Norte do estado, surge como a segunda do país tanto em número de acidentes quanto em mortes, passando por municípios como Leopoldina, Muriaé, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Já a BR-040, ligação entre Minas, Distrito Federal e Rio de Janeiro, ocupa a terceira posição em registros de sinistros no ranking nacional, com trechos em cidades como Paracatu, João Pinheiro, Sete Lagoas, Belo Horizonte, Conselheiro Lafaiete e Juiz de Fora. 

A BR-381 também mantém histórico preocupante. A rodovia conecta Belo Horizonte a São Paulo no trecho conhecido como Fernão Dias e segue em direção ao Vale do Rio Doce, passando por cidades como Betim, João Monlevade, Ipatinga e Governador Valadares. Estudo da Fundação Dom Cabral aponta que, entre 2018 e 2024, a via apresentou a maior média proporcional de acidentes por quilômetro no Brasil, com destaque negativo para os segmentos de pista simples, onde as colisões frontais são mais frequentes. 

Ao todo, Minas registrou 9.559 sinistros em rodovias federais em 2025, o equivalente a cerca de 13% das ocorrências do país. No mesmo período, 765 pessoas morreram e 11.987 ficaram feridas nas estradas federais que cortam o estado, que aparece à frente de unidades como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. 

No balanço nacional, a PRF contabilizou 72.483 acidentes, com 83.483 feridos e 6.044 mortes. Apesar de uma leve redução no número de óbitos na comparação com 2024, os dados seguem considerados elevados. Entre as ocorrências com maior número de mortes estão atropelamentos de pedestres, colisões frontais e saídas de pista. Trafegar na contramão e a ausência ou demora na reação dos motoristas aparecem entre as principais causas.

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