O coordenador Regional de Defesa do Meio Ambiente das Bacias do Rio Paranaíba e Baixo Rio Grande, Carlos Alberto Valera e a promotora de Defesa do Meio Ambiente, Claudine Lara Aurélio Bettarello, instauraram dois inquéritos recomendando que o secretário Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais, Adriano Magalhães Chaves, suspenda as licenças ambientais de duas empresas da região.
O prazo dado foi de 15 dias para que a atuação das empresas GM Rio Claro Energia e Participações Ltda. e Wagner Energética Ltda. passem por Avaliação Ambiental Integrada (AAI), que visa identificar impactos ambientais ocasionados pelo aproveitamento hidrelétrico nas bacias hidrográficas dos rios Claro e Uberabinha. Os promotores pedem que o secretário suspenda o andamento dos processos de licenciamento ambiental e cancele as licenças de empreendimentos hidrelétricos identificados como inviáveis para a preservação ambiental até que a avaliação aconteça.
No caso da GM Rio Claro, há falha nos estudos ambientais quanto aos impactos sobre a fauna da região. Já a transposição feita pela Wagner Energética pode comprometer a alimentação e o desenvolvimento dos ciclos de reprodução dos peixes e a mata ciliar da região.