Matemática norte-americana foi pioneira na modelagem da Terra e superou barreiras raciais; falecimento ocorreu no último sábado (17)
Matemática superou segregação e criou modelos essenciais para a navegação por satélite. (Foto/US Air Force/Domínio Público)
A matemática Gladys Mae West, mundialmente reconhecida como a "mãe do GPS" por seus cálculos fundamentais para o Sistema de Posicionamento Global, morreu no último sábado (17), aos 95 anos. A cientista norte-americana, que superou as barreiras da segregação racial e de gênero para revolucionar a tecnologia moderna, faleceu no estado da Virgínia, nos Estados Unidos.
Nascida em 1930, em uma família de origem humilde, Gladys viu na educação o caminho para transformar sua realidade. Formada em matemática, ela ingressou em 1956 no Campo de Provas Naval de Dahlgren, tornando-se apenas a segunda mulher negra a ser contratada pela instituição na época.
Trajetória e contribuição ao GPS
O trabalho de Gladys West com supercomputadores e programação foi crucial para a geodesia por satélite, a ciência que mede o tamanho e a forma da Terra. Seus modelos matemáticos complexos permitiram o cálculo preciso das órbitas dos satélites.
Esses estudos serviram de base para o desenvolvimento do GPS, tecnologia hoje onipresente em dispositivos moveis, aviação e sistemas de navegação global. Ela também teve participação essencial no projeto Seasat, o primeiro satélite a monitorar os oceanos da Terra.
Reconhecimento tardio
Apesar da magnitude de suas contribuições, o reconhecimento público ao trabalho de Gladys demorou décadas para acontecer. Somente em 2018 ela foi incluída no Hall da Fama dos Pioneiros do Espaço e Mísseis da Força Aérea dos EUA.
Fonte: O Tempo