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MP denuncia irmãos por tentativa de fraude em vestibular da Uniube

A PC recebeu denúncia anônima, de que ocorreria fraude, inclusive com indicação de candidatos que fariam uso da cola eletrônica

Daniela Brito
Publicado em 13/05/2015 às 07:47Atualizado em 17/12/2022 às 00:10
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Ministério Público denunciou criminalmente dois irmãos por tentativa de fraude no Vestibular de Medicina da Universidade de Uberaba. A denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Eduardo Pimentel, foi distribuída à 2ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Fabiano Garcia Veronês. Rafael Marconato Talarico e Guilherme Marconato Talarico, provenientes da cidade de Tabatinga (SP) vão responder pelo crime ocorrido no dia 6 de dezembro de 2014.

A Polícia Civil recebeu denúncia anônima de que ocorreria a fraude durante a realização do certame, inclusive com a indicação de nomes de alguns candidatos que fariam uso da chamada “cola eletrônica”, para receber o gabarito por meio de mensagens de texto em aparelho de telefone celular. Com essas informações, os agentes comunicaram a situação aos responsáveis pela realização do processo seletivo e obtiveram o apoio necessário para a apuração dos fatos, possibilitando até a presença de policiais como fiscais de prova nas salas que estariam os candidatos indicados na denúncia anônima.

Antes do término na prova, Guilherme solicitou autorização para ir ao banheiro, sendo acompanhado por um dos policiais civis que atuavam como fiscais. Este, por sua vez, conseguiu visualizá-lo manuseando o aparelho celular, que o denunciado havia escondido anteriormente atrás do vaso sanitário. Nesse momento, o agente se identificou e apreendeu o aparelho celular onde havia duas mensagens de textos recebidas, contendo gabaritos dos dois tipos de prova aplicados no vestibular, repassados por pessoa não identificada.

Situação semelhante ocorreu com Rafael. Ele também solicitou autorização para ir ao banheiro, da mesma forma foi acompanhado por um dos policiais civis que atuavam como fiscais. Este o viu escondendo o aparelho celular atrás do vaso sanitário. Cerca de quatro horas depois, pediu novamente autorização para ir ao banheiro, onde acabou sendo surpreendido pelo referido policial, logo após se apoderar do telefone celular. No aparelho também havia duas mensagens de texto contendo gabaritos dos dois tipos de prova do certame.

Ambos foram presos em flagrante e os aparelhos celulares submetidos a exame pericial. Eles vão  responder por fraudes em certames de interesse público – crime previsto no Artigo 311-A do Código Penal, cuja pena é de um a quatro anos de prisão e pagamento de multa.

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