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MP denuncia policial civil e o irmão por explosões em caixas

O promotor Criminal e de Defesa dos Direitos Humanos, Laércio Conceição Lima, ofereceu ontem denúncia contra o investigador da Polícia Civil Júlio César Gonçalves

Thassiana Macedo
Publicado em 18/12/2012 às 10:41Atualizado em 19/12/2022 às 15:44
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Segundo investigações, os dois irmãos teriam dado cobertura para quatro homens explodirem os caixas do Bradesco

O promotor Criminal e de Defesa dos Direitos Humanos, Laércio Conceição Lima, ofereceu ontem denúncia contra o investigador da Polícia Civil Júlio César Gonçalves, vulgo “Boiadeiro”, e o irmão dele, Oswaldo Gonçalves Júnior, requerendo a manutenção da prisão preventiva. Polícia Civil encerrou em setembro o inquérito que apura as explosões de dois caixas eletrônicos do banco Bradesco, no início de agosto, no bairro São Benedito, que teria apontado para a participação dos dois.

O promotor relacionou 15 testemunhas para instruir o processo que julgará crimes de furto qualificado, explosão, além de posse ilegal de armas de fogo, acessórios e munições. Segundo investigações, eles teriam dado cobertura para seis homens procederem as explosões. Na ocasião, tentaram despistar policiais militares que atenderam à ocorrência, a fim de facilitar a fuga dos supostos comparsas e ainda retornaram ao local do crime para acompanhar as diligências. Oswaldo, por exemplo, teria ido à agência à procura de informações a respeito das imagens capturadas pelas câmeras do circuito interno. No entanto, conforme informação da Polícia Civil, Júlio César, que também é policial militar exonerado, era investigado internamente por comportamento estranho. Uma mulher teria conseguido “fugir” da delegacia, durante o plantão dele, logo após ser detida por PMs.

Ordem judicial permitiu busca domiciliar que localizou na casa de Júlio César e Oswaldo um total de R$ 46.862,00 em dinheiro, e diversos cheques. Além disso, na residência do policial civil foram encontradas várias armas e munições, duas espingardas, tipo escopeta, uma calibre 12 e outra calibre 38, uma garrucha cano duplo, calibre 36, e ainda um revólver, calibre 38, pertencente à Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, carregador calibre 380, bem como 337 munições intactas de vários calibres e frascos contendo pólvora, espoleta e chumbo, para armas de uso permitido. Além disso, foram encontradas ainda armas e munições de uso restrito, como granada, pistola semiautomática e luneta de mira telescópica. 

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