Levantamento da B3 aponta entrada de cerca de 55 mil novas investidoras em renda variável em 2025; Minas Gerais acompanha a tendência de crescimento
A participação feminina no mercado de renda variável brasileiro segue em expansão. Levantamento da B3 aponta que cerca de 55 mil novas investidoras ingressaram nesse segmento em 2025, elevando para mais de 1,43 milhão o número de CPFs femininos ativos na bolsa. O total representa 26% dos investidores em ações, fundos imobiliários, ETFs e outros ativos negociados no país.
Desde 2021, a presença feminina no mercado cresceu 41%, indicando uma mudança gradual no perfil do investidor brasileiro. Além do aumento na participação, o comportamento também chama atenção: o valor médio aplicado pelas mulheres chega a R$ 3.029, acima dos R$ 1.682 investidos pelos homens, o que aponta para uma estratégia mais voltada ao longo prazo.
Dados do Raio X do Investidor Brasileiro, estudo realizado pela ANBIMA, indicam que as principais motivações das mulheres para investir incluem estabilidade financeira, abertura de negócios próprios e melhoria da qualidade de vida.
“Quando a mulher conquista autonomia financeira, toda a sociedade ganha. Ela não apenas cuida melhor do presente da família, como constrói um legado de segurança e prosperidade para as próximas gerações”, afirma Cecília Perini, sócia e líder da XP Inc. em Minas Gerais.
No cenário regional, o crescimento também é observado em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em território mineiro, cerca de 142 mil mulheres investem atualmente em renda variável, segundo dados da B3 — um avanço de 4,47% em relação a 2024.
“O crescimento das mulheres na renda variável é empoderamento na prática. Em Minas Gerais, vemos isso com clareza: mais mineiras investindo significa mais autonomia, mais planejamento e um futuro mais sólido para as famílias e para o estado”, afirma Cecília Perini.
Fonte: O Tempo.