O bombeiro Felipe Diniz se voluntariou para a missão e também se sentiu presenteado: 'É muito gratificante quando vemos o brilho nos olhos das crianças'
Túlio Santos/EM/D.A Press
De capacete e físico mais atlético, o Papai Noel desceu de rapel pela fachada da Santa Casa
Sem renas nem trenó, o Papai Noel não chegou pela chaminé em hospital da capital. De capacete e físico mais atlético, o Papai Noel desceu de rapel pela fachada da Santa Casa e chegou pela sacada à ala pediátrica do hospital. Ele foi recebido por crianças tão corajosas quanto ele.
Em vez de duendes, o Papai Noel teve a ajuda de palhaços para distribuir presentes. Ele foi recebido pelas crianças cantando o clássico “Bate o sino pequenino”. O sorriso e o brilho nos olhos dos pequenos aquecem o coração de todos neste fim de ano. Mas não foram só as crianças internadas que adoraram o presente de Natal.
O Papai Noel radical também se sentiu presenteado. “É muito gratificante quando vemos o brilho nos olhos das crianças. É muito tocante”, diz o soldado Felipe Diniz, de 26. Ele é do 1º Batalhão do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e se voluntariou para a missão. Normalmente, a técnica do rapel é aplicada a salvamentos, resgate de animais ou corte de árvores. Experiente, ele achou tranquila a descida do prédio. “Só precisei fazer umas paradas para dizer 'ho ho ho' e acenar”, brinca.
Menos radical e sem o tradicional traje vermelho e branco, o voluntário Tiago Elvis, de 41 anos, também poderia se chamar Papai Noel. Ele foi um dos responsáveis por arrecadar os mais de 400 presentes entregues ontem. Elvis participa de todas as ações sociais na Santa Casa e afirma que o trabalho voluntário é o seu remédio. “Fiz uma cirurgia grave em janeiro, fiquei sem andar. A minha recuperação está sendo a solidariedade”, diz.
*Com informações do Estado de Minas