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#ninfabebê: Filme uberabense é o mais assistido em mostra de terror contemporâneo

Publicado em 04/12/2020 às 17:25Atualizado em 18/12/2022 às 11:13
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Foto/Reprodução

A produção uberabense “#ninfabebê”, financiada pelo Fundo Municipal de Cultura, continua rendendo frutos e levando o nome de Uberaba para o Brasil e o mundo. Com 5.366 visualizações, o ninfa foi o filme de maior audiência durante a mostra “macaBRo – Horror Brasileiro Contemporâneo”. 

Foram exibidos ao todo 44 filmes, entre curtas e longas-metragens, produzidos no Brasil nos últimos cinco anos e que se tornaram referência para o gênero. O evento é uma das mais importantes mostras do gênero de terror dentro do cinema nacional e aconteceu nos meses de outubro e novembro. A plataforma Darkflix, onde foi exibido o filme, teve mais de 78 mil visualizações dos filmes programados, entre eles a produção uberabense. 

O diretor e produtor cinematográfico Aldo Pedrosa destaca "o excelente resultado de #ninfabebê” na mostra, que é a maior do gênero de filmes de terror do cinema brasileiro dos últimos 10 anos, reunindo os principais filmes produzidos no cinema nacional nesse período. “Ao contrário de outros festivais onde nos inscrevemos dessa vez fomos convidados porque a equipe curadora já conhecia o filme em razão dos seus prêmios e repercussão anteriores”, salientou. 

O filme esteve ao lado de produções com diretores consagrados e elencos globais como Murilo Benício, Daniel de Oliveira, Antônio Fagundes, Camila Morgado, entre outros, com destaque para o José Mojica Marins, o Zé do Caixão, ator e cineasta referência para o cinema de terror no Brasil e no mundo, e que faleceu em fevereiro deste ano. 

Participaram da mostra filmes como “Morto Não Fala” (2019) de Dennison Ramalho, “Sem Seu Sangue” (2019) de Alice Furtado, “O Cemitério das Almas Perdidas” (2020) de Rodrigo Aragão, e o “Animal Cordial” (2017) de Gabriela Amaral Almeida. 

A organização do evento, afirma que a mostra mobilizou espectadores de todo o país, que assistiram aos filmes, participaram das atividades paralelas e foram essenciais na visibilidade da “macaBRo”, compartilhando os posts e produzindo material próprio de divulgação espontânea. 

O longa chegou a ser exibido seis vezes durante o evento. “Essa repercussão nos fortalece e incentiva. Temos previsões positivas para o “#ninfabebê” para ser exibido em outras plataformas e lutamos para colocá-lo na Amazon e Netflix”, destacou. 

Para Pedroso o filme fecha sua jornada nos festivais já tendo conseguido 51 ‘louros’ por onde passou. Isso significa que conseguiu uma indicação, premiação ou nomeação. Foram dez prêmios principais, como Melhor Filme, Melhor Atriz, Melhor Direção, Melhor Edição, circulando em cidades importantes inclusive em Hollywood, Londres, Madri, Calcutá, Moscou, Rio de Janeiro, São Paulo, dentre outros. Em Uberaba foi exibido em 2016 e 2017 no Cine Teatro Vera Cruz, Teatro Sesiminas, Cinemas Kinoplex e Cinemais.  

Apoio cultural

"Toda essa conquista só foi possível por causa do Fundo Municipal de Cultura, quando fomos aprovados em 2015 no primeiro Edital, conseguindo uma verba de R$19.540,00. “Conseguimos o máximo possível com os recursos limitados”, salientou o cineasta. “Uberaba, com certeza, está fazendo algo que entrará para a história da produção artística de todos os tempos”, concluiu.  

O presidente do Conselho Municipal de Cultura, Alexandre Ferreira lembra que o filme, totalmente produzido em Uberaba, com atores locais, foi aprovado na primeira edição do Edital do Fundo Municipal de Cultura promovido pela Fundação Cultural de Uberaba em 2015. 

Nesta semana, outra produção local foi impulsionada. Será feito um curta-metragem sobre a trajetória do gado Zebu em Uberaba. Intitulado de “Diários de Uma Vida Sem Fim”, o filme conta a odisseia da busca do Zebu na Índia, por jovens uberabenses “destemidos e empreendedores” no início do Século XX. Aldo Pedrosa, junto com Ari Morais e Alexandre Ferreira são os representantes da produtora responsável. 

O filme

Cibele, codinome #NinfaBebê, é o retrato de uma geração que vive para curtir e ser curtida. Assim como tantos, ela acredita que a felicidade só existe se for compartilhada. Junto com a amiga Daiana, Cibele queria viver um fim de semana inesquecível e compartilhar cada minuto. Ela só não imaginava que isso poderia se tornar uma questão de vida ou morte.

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