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Níveis muito baixos do hormônio vasopressina podem ser indício da presença de autismo
A vasopressina, hormônio conhecido por regular processos que envolvem a pressão arterial, também está associada a mecanismos de interação social e, em níveis muito baixos, pode ser indício da presença de autismo, diz estudo publicado na Science Translational Medicine. A pesquisa envolveu cientistas de duas instituições norte-americanas: a Universidade de Stanford e a Universidade da Califórnia.
Até agora, a Ciência tem descrito a vasopressina como um hormônio que aumenta a pressão arterial por induzir uma constrição dos vasos sanguíneos. A substância também pode atuar modulando processos do sistema nervos estudos já mostraram que níveis elevados da vasopressina estão associados à agressividade. Agora, parece que o composto também pode servir como um possível marcador para baixa interação social e para a presença do autismo.
O transtorno do espectro do autismo afeta uma em cada 68 crianças nos Estados Unidos, aponta o estudo. “Apesar de prevalente, não há tratamento específico para a doença e os estudos hoje são difíceis de ser feitos pela complexidade do transtorno”, afirmam os pesquisadores. Em camundongos, por exemplo, cientistas descrevem ser impossível mimetizar os diversos aspectos sociais e sintomas que permeiam a doença.
Pesquisadores do estudo fizeram dois testes: um em macacos e outro em humanos. O objetivo do grupo é chegar a terapias que possam ajudar pessoas que vivem com o autismo.