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Novas provas adiam audiência com acusado de matar ex-assessor

Pela segunda vez, audiência de instrução, interrogatório e julgamento de Regiovanni Paulo Ribeiro foi adiada pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Adelson Soarez de Oliveira

Daniela Brito
Publicado em 12/11/2013 às 11:41Atualizado em 19/12/2022 às 10:16
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Reprodução

Ex-assessor jurídico da Fundação Cultural, André Colli, foi atraído pelo acusado após anunciar a venda de veículo de sua propriedade

  Pela segunda vez consecutiva, audiência de instrução, interrogatório e julgamento de Regiovanni Paulo Ribeiro foi adiada pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Adelson Soarez de Oliveira. O réu responde pelo latrocínio do advogado e ex-assessor jurídico da Fundação Cultural, André Colli, de 32 anos, no dia 27 de junho em Uberaba. A primeira audiência foi marcada para o dia 31 de outubro e, acabou sendo adiada para sexta-feira passada, dia 8. No entanto, houve novo adiamento para a próxima segunda-feira (18).    O assistente de acusação, advogado Leuces Teixeira de Araújo, explica que o adiamento da audiência diz respeito a dois elementos, juntado aos autos, os quais não foram analisados pela defesa.   O primeiro é uma imagem de DVD, fornecida por instituição bancária, de uma pessoa sacando dinheiro em caixa eletrônico. As imagens serão convertidas em fotografias para serem anexadas no processo. O segundo é o laudo da perícia onde consta toda a dinâmica do crime. “Para não alegarem cerceamento de defesa, houve o adiamento da audiência e a abertura de vistas para a defesa ter acesso a estes documentos”, informa.    Regiovanni foi denunciado no início de julho pelo Ministério Público. Também responde pelo latrocínio Peter Luís de Carvalho, de 22 anos. Ele é apontado como o mandante. A motivação seria a cobrança de uma dívida entre ambos.    A dívida está relacionada à morte do cabeleireiro Rodrigo Rafael da Silva, de 30 anos, no dia 30 de outubro de 2011. Ele foi encontrado morto em um canavial próximo a uma estrada vicinal de acesso ao bairro rural da Capelinha do Barreiro. Na época, Regiovanni era menor e assumiu a autoria do assassinato, porém, em juízo, entregou Peter. Este ficou com raiva e cobrou a execução do advogado como pagamento da dívida entre ambos.    Crime. André Colli foi atraído pelo acusado após anunciar a venda de veículo de sua propriedade. Ambos combinaram de se encontrar em frente ao Parque de Exposições. Com a suposta alegação de que pegaria o dinheiro da negociação na casa da mãe, Regiovanni levou a vítima até uma estrada vicinal, situada atrás do aeroporto de Uberaba. Lá, o acusado desferiu dois tiros contra a vítima. Em depoimento, o réu contou que após matar o advogado, levou o carro e o deixou na Chácara Mariitas, onde estava Peter.   Chegando lá, ele entregou a arma e o veículo dizend a dívida está paga. Na correria, Regiovanni ainda disse que foi embora com o telefone de André, mas quando percebeu, jogou fora.

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