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Novo aposentado: tartaruga-gigante que salvou espécie com desempenho sexual interrompe atividades

Após mais de 50 anos de 'trabalho', Diego é pai de 40% dos filhotes de sua espécie na ilha Espanhola, em Galápagos

Publicado em 14/01/2020 às 17:48Atualizado em 18/12/2022 às 03:31
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Foto/reprodução/facebook

A tartaruga-gigante “Diego”, da espécie Chelonoidis hoodensis, cumpriu o papel e ajudou a evitar que sua espécie fosse extinta. Uma avaliação ecológica na ilha Espanhola, parte do arquipélago de Galápagos, concluiu que a população de tartarugas da região se recuperou muito bem: o número de espécimes passou de 15 para 2 mil desde 1976. O projeto foi conduzido pela Diretoria do Parque Nacional de Galápagos.

Estima-se que aproximadamente 40% das tartarugas repatriadas para a ilha Espanhola sejam seus descendentes. O projeto começou em 1965, na ilha de Pinzón, e só em 1970 foi implantado na vizinha, a ilha Espanhola. À época, restavam 14 tartarugas da espécie, sendo 12 fêmeas e dois machos. Em 1976, os especialistas incluíram Diego ao grupo. O macho vivera seus primeiros 30 anos no zoológico de San Diego, nos Estados Unidos, quando foi transferido para o programa de criação em cativeiro.

"Diego tem uma grande personalidade, que é bastante agressiva, ativa e vocal em seus hábitos de acasalamento e, portanto, acho que ele recebe a maior parte da atenção", explicou James P. Gibbs, professor de biologia ambiental e florestal, ao jornal.

Diego, contudo, não é o macho mais prolífico do grupo. Segundo o que os pesquisadores contaram ao The New York Times, outro macho foi responsável por gerar 60% da prole, mas por ser "mais reservado e menos carismático", não ficou tão famoso. O terceiro macho da ilha não gerou nenhum bebê.

Gibbs também conta que, no mundo das tartarugas, a reprodução tem muito mais a ver com o que as fêmeas querem. "Pode ser uma surpresa para muitos, mas as tartarugas formam o que chamaríamos de 'relacionamentos'. As hierarquias sociais e as relações das tartarugas-gigantes são pouco conhecidas", explicou.

De acordo com os desenvolvedores do projeto de conservação, as 2 mil tartarugas que moram na ilha Espanhola hoje conseguirão continuar vivendo naturalmente, sem a ajuda dos pesquisadores.

Os especialistas estão felizes com a "aposentadoria" de Diego. "Ele contribuiu com uma grande porcentagem para a linhagem que estamos retornando à ilha Espanhola", disse Jorge Carrion, diretor do parque.

*Com informações Galileu

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