Embora o site oficial da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) tenha recebido cerca de 427 mil interessados em participar do evento, um número oito vezes maior – 3,7 milhões de pessoas – compareceu aos diversos atos realizados na semana passada no Rio de Janeiro. O Brasil, como país-sede, liderou a lista de peregrinos inscritos, seguido pela Argentina e pelos Estados Unidos. Vieram ao Rio fiéis de 175 países. O balanço final da jornada foi divulgado ontem pelo arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, no Palácio São Joaquim, no bairro da Glória. De acordo com os números, cerca de 60 mil voluntários trabalharam na organização dos eventos. Mais de 260 grupos de catequese, com voluntários especializados em 25 idiomas, e 100 confessionários foram organizados para atender aos peregrinos. A Arquidiocese estimou em quatro milhões o número de hóstias distribuídas nos seis dias. Credenciaram-se para a jornada 6,5 mil jornalistas de 57 países. A estimativa de gastos feitos pelos visitantes ficou em cerca de R$1,8 bilhão. Ao apresentar os números finais da jornada, dom Orani destacou dois momentos marcantes fora da programação do encontro mundial de jovens católicos. “Cada vez que nos deslocávamos de helicóptero, o santo padre olhava na direção do Cristo Redentor e orava. Sempre olhando com admiração.” Segundo o arcebispo, o outro momento marcante foi aquele em que um menino subiu no papamóvel e disse: “Papa, como te quero bem”. Ali, disse dom Orani, aquela criança “mostrou como o povo acolheu bem o papa e o fez chorar junto dele”.