Com o Acordo de Paris de 2015, o mundo se comprometeu a manter o aquecimento global abaixo de 2 C
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Limitar o aumento médio da temperatura global a 1,5 grau Celsius exige "mudanças sem precedentes" em nível global, alerta o novo relatório apresentado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.
O relatório do IPCC apresenta uma série de impactos que poderiam ser evitados caso o aumento da temperatura média global seja limitado a 1,5°C, tarefa mais ambiciosa do que respeitar o limite de 2°C imposto pelo Acordo de Paris, firmado em 2015.
As temperaturas do planeta já estão cerca de 1°C acima dos níveis pré-industriais e, caso o ritmo de aumento continue, a temperatura global deve atingir 1,5°C entre 2030 e 2052, segundo o IPCC.
Para que a meta mais ambiciosa de 1,5°C seja atingida, as emissões de gases de efeito estufa provocadas pela humanidade teriam que ser reduzidas, em relação aos níveis de 2010, em cerca de 45% até 2030, chegando a zero por volta de 2050.
Quaisquer emissões que ultrapassem esse patamar teriam que ser compensadas com a remoção de gases de efeito estufa do ar com tecnologias como a captura e o armazenamento de gás carbônico.
Contudo, o Painel Intergovernamental afirma que a eficácia de tais técnicas não está provada em grande escala.Além disso, seria preciso multiplicar por cinco o investimento atual no setor tecnológico para conseguir fazer com que transportes, edifícios e as indústrias emitam muito menos poluentes.
No ano que vem, o IPCC divulgará um relatório especial sobre oceanos e a criosfera e outro documento sobre como a mudança climática afeta o uso da terra.
Com informações de Deutsche Welle, Estado de Minas, G1 e Terra