ZONA CINZENTA

Operação da PF mira fundo com irmão de Alcolumbre que aplicou R$ 400 milhões no Banco Master

Operação Zona Cinzenta apura possíveis irregularidades na gestão do regime previdenciário do Amapá

O Tempo/Levy Guimarães
Publicado em 06/02/2026 às 09:39
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A Polícia Federal realizou, nesta sexta-feira (5/2), uma operação que apura supostas irregularidades ligadas a investimentos realizados por um fundo de Previdência do Amapá, em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, do banqueiro Daniel Vorcaro. Ao todo, foram aplicados R$ 400 milhões na instituição.

Batizada de Operação Zona Cinzenta, a investigação tem como foco a gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá (RPPS/AP), sobretudo o fundo Amapá Previdência (Amprev). A PF cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Macapá, capital do estado. Estão sendo investigados os crimes de gestão temerária e de gestão fraudulenta.

A Amprev é comandado por um aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP): Jocildo Lemos, que teria sido indicado com o apoio do parlamentar. E tem no Conselho Fiscal o advogado Alberto Alcolumbre, irmão de Davi. Gerido pelo governo do Amapá, o fundo administra as aposentadorias e pensões dos cerca de 40 mil servidores públicos do estado.

A direção do fundo teria recebido alertas formais de dois conselheiros sobre os riscos de investimentos no Banco Master. Foi o segundo fundo estadual de pensões que mais investiu na instituição, atrás apenas do RioPrevidência.

Com a proposta aprovada, o fundo fez as aplicações em letras financeiras do Master sem proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Cerca de 5% de seu patrimônio ficou atrelado a papéis sem lastro do banco de Daniel Vorcaro.

Em nota publicada em 2025, a Amprev afirmou que todos os investimentos seguiram as normas do Sistema Financeiro Nacional, destacando que o Master estava autorizado a operar com regimes próprios de previdência e adotou providências para proteger os recursos após a liquidação extrajudicial do banco.

Alcolumbre nega ter indicado presidente

Em nota, a assessoria de Davi Alcolumbre lembra que ele não é citado em nenhuma investigação relacionada ao Master ou ao fundo previdenciário do Amapá e nega que o senador tenha envolvimento direto em indicações na autarquia. “É falsa e irresponsável qualquer tentativa de vincular o presidente do Senado a essas nomeações ou decisões”.

Porém, Jocildo Remos citou ter sido indicado por Alcolumbre em um discurso após ter assumido o comando da Amprev. “E aqui eu faço um agradecimento especial ao governador Clécio Luis, que fez a nomeação, e sobretudo ao senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência”.

Fonte: O Tempo

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