ACUSAÇÃO REGISTRADA

Nova denúncia pode levar Suzane von Richthofen a perder o regime aberto

Publicado em 05/02/2026 às 22:22
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Uma nova acusação registrada contra Suzane von Richthofen reacendeu a possibilidade de que ela volte ao sistema prisional. Beneficiada com o regime aberto desde 2023, Suzane passou a ser investigada após suspeitas surgirem no contexto da disputa pela herança do tio, o médico aposentado Miguel Abdalla Netto. Caso as irregularidades sejam confirmadas, a Justiça poderá determinar a regressão da pena.

Miguel Abdalla Netto foi encontrado morto em sua residência, no bairro Campo Belo, zona sul de São Paulo, no dia 9 de janeiro. Sem deixar esposa, filhos ou testamento, a morte deu início a um conflito familiar envolvendo um patrimônio estimado em aproximadamente R$ 5 milhões, situação que acabou resultando no registro de ocorrência policial.

A denúncia foi formalizada pela prima de Suzane, Carmem Silvia Gonzalez Magnani, que afirmou à polícia que a condenada teria retirado objetos da casa do médico sem autorização judicial. Entre os bens citados estão um veículo, uma máquina de lavar roupas, sofá, cadeira ou poltrona, além de uma bolsa contendo documentos e dinheiro pertencentes ao falecido.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso foi inicialmente classificado como exercício arbitrário das próprias razões, tipificado no artigo 345 do Código Penal. A ocorrência foi encaminhada ao 27º Distrito Policial, no Ibirapuera, responsável por apurar os fatos e definir os encaminhamentos legais.

A investigação é considerada sensível, já que o regime aberto prevê, entre outras condições, a obrigatoriedade de não cometer novos crimes. Se a Polícia Civil concluir pela existência de delito, Suzane poderá perder o benefício e retornar ao regime semiaberto ou até mesmo ao fechado.

Condenada a 39 anos e 6 meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, Suzane atualmente cumpre a pena em liberdade. No entanto, qualquer nova acusação tem impacto direto sobre sua situação judicial, em razão do histórico do caso.

Paralelamente, a morte de Miguel Abdalla Netto segue sob investigação. Peritos aguardam laudos que possam esclarecer as circunstâncias do óbito, que, preliminarmente, pode ter ocorrido por causas naturais, como um infarto. A apuração, porém, ainda não foi concluída.

No âmbito sucessório, não há impedimento automático para que Suzane seja herdeira do tio. A legislação prevê restrições apenas em relação à herança das vítimas do crime, o que não se estende, de forma automática, a outros parentes. Ainda assim, a disputa judicial pelo espólio e a apuração criminal caminham simultaneamente e ampliam a pressão sobre o futuro da condenada.

Com o inquérito em andamento, caberá às autoridades definir se a possibilidade de retorno de Suzane von Richthofen à prisão se concretizará ou se permanecerá apenas como um desdobramento potencial das novas acusações surgidas após a morte do tio.

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