Ainda em meio às ações da campanha Outubro Rosa, o Hospital Hélio Angotti (HHA) acaba de lançar o Programa Navegador de Pacientes (PNP). O objetivo é auxiliar mulheres diagnosticadas com câncer de mama, em tratamento na instituição. O projeto funcionará em parceria com a American Cancer Society (ACS), uma ONG americana representada pela consultora brasileira Adriana Bacci. A aprovação se deu após análise da qualidade da proposta de tratamento, apresentada pelo Hélio Angotti.
O presidente do HHA, Délcio Scandiuzzi, vê a inclusão do Hospital de Câncer de Uberaba no programa como bastante positiva para a continuidade do trabalho da instituição. “A primeira vez que fui aos Estados Unidos para visitar o maior centro de câncer do mundo instalado lá, o MD Anderson Cancer Center, pertencente à Universidade do Texas, eu nem sabia direito o que estava fazendo lá. Fui levado por Odo Adão, que me escolheu para compor um grupo de médicos. Lá, vimos a importância que eles davam aos profissionais de saúde não médicos, como enfermeiros e assistentes sociais, entre outros. Hoje, entendemos melhor e temos a honra de firmar esta parceria para um programa extremamente importante, de apoio às nossas pacientes, por meio de enfermeiras e assistentes sociais. Só temos a agradecer pela confiança depositada no Hospital”, avalia.
Segundo a consultora Adriana Bacci, a ACS fez uma capacitação do Programa Navegador de Pacientes em 2012. Depois foi aberto um edital para contemplar projetos de instituições que estivessem predispostas a desenvolver o programa. “Recebemos muitos projetos e o do Hospital Hélio Angotti tem muita qualidade. É bastante bonito ver a instituição toda vestindo a camisa do projeto”, declarou a médica, referindo-se à presença significativa de colaboradores do Hospital com a camisa do PNP durante o lançamento.
Adriana destaca que a ACS tem um modelo bastante flexível na hora de implantar o PNP. No Hélio Angotti, atuarão sob a supervisão da consultora a enfermeira Sandra Mara Silva e a assistente social Paula Rezende Maeda, que será a navegadora. A figura do navegador não tem atuação médica, ou clínica, junto aos pacientes. “São apoiadores no sentido de esclarecer e contornar problemas que possam dificultar o acesso ao diagnóstico e tratamento”, explica Sandra Silva.