Prédio havia sido penhorado nos autos da ação judicial movida contra a Companhia Cinematográfica São Luiz por ex-funcionário em processo que tramita desde 2007
Pagamento de dívida trabalhista cancelou o lote que incluía o Grande Hotel e o Cine Metrópole no leilão judicial realizado no início da tarde de ontem na Justiça do Trabalho.
O prédio havia sido penhorado nos autos da ação judicial movida contra a Companhia Cinematográfica São Luiz pelo ex-funcionário José Augusto Cardoso, em processo cuja tramitação vem desde 2007. No entanto, meia hora antes da hasta pública, a empresa ré pagou a dívida trabalhista, de pouco mais de R$130 mil. Com isso, o lote saiu, em última hora, da lista do pregão judicial.
Outros 22 lotes de bens materiais foram levados para hasta pública. O leilão ocorreu normalmente no prédio da Justiça do Trabalho, segundo informou o leiloeiro Glener Brasil Cassiano. Mas, segundo ele, o valor movimentado foi pequeno, visto que a grande expectativa era o imóvel do Grande Hotel, avaliado em R$6,28 milhões.
Era a segunda vez que Grande Hotel iria a leilão judicial por conta de dívida trabalhista. Em 2010, o prédio também foi penhorado por Noeme Vieira da Silva, ex-funcionária da Cia. Cinematográfica São Luiz. Na época, o Grande Hotel foi avaliado pelo dobro do valor, ou seja, em torno de R$13 milhões. No entanto, houve também um acordo entre as partes e o leilão foi cancelado.
Considerado um empreendimento arrojado, o imóvel foi construído em quinze meses, sendo inaugurado em 12 de fevereiro de 1941. Um marco à época. Toda a obra foi projetada e executada por uma empresa alemã. O prédio, que já hospedou o então presidente Getúlio Vargas, se encontra atualmente abandonado e, em passado recente, serviu de abrigo para trabalhadores de usina de cana de açúcar.