Para a psicóloga, pedagoga e especialista em neuropsicologia Sumaya Figueiredo, identificar precocemente as dificuldades ou os distúrbios pode fazer toda a diferença
Foto/Marcos Ferreira
Identificar precocemente as dificuldades, defasagens ou distúrbios pode fazer toda a diferença para o futuro
Mudanças no comportamento da criança ou do adolescente, dificuldades em habilidades cognitivas, problemas de fala, concentração, memorização, hiperatividade, falta de socialização, ansiedade, prática de atos repetitivos e estereotipados e agressividade/hostilidade são sinais de que os pais ou responsáveis devem procurar auxílio de um psicólogo.
De acordo com a psicóloga, pedagoga e especialista em neuropsicologia Sumaya Figueiredo, outros sinais também servem de alerta, inclusive para amigos e unidade escolar. Dentre eles, ela destaca as variações no aspecto emocional (separação dos pais, situações traumáticas, por exemplo) e quando o jovem pratica ou é vítima de bullying.
Identificar precocemente as dificuldades, defasagens ou distúrbios pode fazer toda a diferença para o futuro do paciente, segundo Sumaya Figueiredo. Por isso, ela destaca a importância da avaliação neuropsicológica, que irá pontuar a dificuldade/transtorno e analisar o que é normal para a idade. “A avaliação abrange o exame quantitativo e qualitativo das funções cognitivas, a investigação das alterações de humor e do comportamento, além do impacto dessas dificuldades nas atividades de vida diária”, afirma. A especialista acrescenta que há coleta de dados, com entrevista clínica e questionários, preenchidos por familiares e integrantes da escola.
Após a avaliação, Sumaya Figueiredo pontua que, quando necessário, é realizada a reabilitação neuropsicológica, objetivando planejar e implementar intervenções necessárias junto ao paciente, cuidador, aos familiares e às equipes interdisciplinares. “A atividade visa a melhoria, compensação ou adaptação das dificuldades, tanto no plano cognitivo, emocional, como no comportamental. Ou seja, busca reduzir o efeito de déficits que se constituem como obstáculos funcionais ao desempenho adequado em tarefas do cotidiano”, justifica.