Pontífice de 71 anos será internado no Hospital Gemelli; recuperação pode durar cerca de uma semana, segundo o Vaticano
O papa Leão XIV será internado nesta terça-feira (13), em Roma, para passar por uma cirurgia de retirada de um pequeno nódulo no pulmão. A informação foi divulgada pelo Vaticano, que estima um período de recuperação de aproximadamente uma semana.
O procedimento será realizado no Hospital Gemelli, instituição que atende os papas desde o pontificado de João Paulo II, na década de 1980. O nódulo foi identificado durante exames médicos recentes, em uma fase considerada inicial, segundo o próprio pontífice.
No domingo (11), ao final da oração do Angelus, Leão XIV informou aos fiéis que os médicos recomendaram a intervenção. “Os médicos consideram conveniente intervir e, portanto, seguindo os conselhos deles, decidi submeter-me a uma operação para removê-lo”, afirmou.
Esta é a primeira questão de saúde divulgada publicamente pelo papa americano desde sua eleição, em maio de 2025. De acordo com as informações divulgadas pelo Vaticano, a descoberta ocorreu durante exames de rotina, e não em decorrência de sintomas.
Agenda suspensa
Todas as audiências do pontífice foram canceladas até 20 de outubro. Entre os compromissos suspensos está uma missa prevista para quarta-feira (14), que marcaria o encerramento de uma assembleia mundial sobre a família.
Leão XIV ficará em uma suíte especial no último andar do Hospital Gemelli, com estrutura para acomodar a equipe médica e dar suporte durante a internação.
A cirurgia ocorre a menos de um mês da viagem prevista do papa ao Uruguai, à Argentina e ao Peru, entre 6 e 17 de novembro. Ainda há dúvidas sobre como o período de recuperação poderá influenciar o cronograma da visita.
O que se sabe sobre o nódulo
Nódulos pulmonares são pequenas alterações no tecido do pulmão e podem ter diferentes causas. A maioria é benigna, mas alguns casos podem estar relacionados a doenças mais graves, incluindo câncer.
A identificação de um nódulo, por si só, não significa que exista um tumor maligno. A avaliação depende de fatores como as características da lesão, os exames realizados e, quando necessário, a análise do tecido.
Especialistas ouvidos pela imprensa internacional consideraram que a retirada de um nódulo pequeno costuma ser um procedimento com riscos controlados. O prognóstico, porém, depende do diagnóstico específico e dos resultados da avaliação médica.
O Vaticano informou que o nódulo foi identificado em estágio inicial, mas não divulgou um diagnóstico definitivo sobre sua natureza.