Na terça-feira (12), o pedreiro Wesley Antonio de Souza, vulgo “Geleia”, senta no banco dos réus pela terceira vez, pelo homicídio da ex-companheira, Fancislene Borges, 19 anos
Tribunal do Júri retoma na semana que vem os julgamentos no Fórum Melo Viana. Desta vez, a pauta pertence à 1ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Ricardo Cavalcante Motta. Na terça-feira (12), o pedreiro Wesley Antonio de Souza, vulgo “Geleia”, senta no banco dos réus pela terceira vez, pelo homicídio da ex-companheira, Fancislene Borges, 19 anos. O crime aconteceu em 2000, na residência da vítima, no conjunto Uberaba 1. A mulher foi morta após ter sido atingida por mais de 10 facadas. O crime teria sido motivado por ciúmes, já que acusado e vítima moraram juntos cerca de quatro anos e tiveram dois filhos. A separação aconteceu quatro meses antes do crime. O balconista Marcelo Donizete de Oliveira, 20 anos, que estaria com a vítima, levou 12 facadas, mas resistiu. Anulado. O primeiro júri, de abril de 2005, com condenação de 14 anos, tinha sido anulado após recurso do advogado do réu, que respondia em liberdade. O segundo julgamento, realizado em junho de 2007, com aplicação de pena de 18 anos e seis meses de reclusão, foi novamente anulado em razão de formalismo. Ao julgar apelação em que o advogado Odilon Santos tentava a absolvição do cliente, o TJMG se apegou a falha técnica envolvendo quesitos votados pelo Conselho de Sentença. Na quarta-feira (13), Juliano Aurélio Ferreira será julgado pelo homicídio de Paulo Eustáquio Duarte, ocorrido em junho de 1998, na rua Djalma Castro Alves, bairro Abadia. O crime teria ocorrido ao final de discussão provocada por cobrança de dívida de drogas. A advogada Larissa de Oliveira e Dias será responsável pela defesa. Já na quarta-feira (14), o vigilante Wellington Batista senta pela segunda vez no banco dos réus pelo homicídio qualificado de Athos Batista de Jesus. Em maio de 2006, ele foi submetido a júri popular anulado após recurso pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG). Na ocasião, ele havia sido absolvido do crime, porém, o promotor de Justiça Alcir Arantes recorreu em segunda instância e conseguiu a anulação da sentença.