Tribunal de Justiça de Minas manteve a sentença de pronúncia contra o pedreiro Gabriel Aparecido Almeida de Paula
Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) manteve a sentença de pronúncia contra o pedreiro Gabriel Aparecido Almeida de Paula por homicídio duplamente qualificado em setembro de 2011, no Cidade Ozanan. Ele foi denunciado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta, para ser submetido ao Tribunal do Júri. Ele foi preso em flagrante após por ter matado com um tiro a ex-mulher Luciana Júlia de Oliveira e atentado contra a vida do ex-cunhado, John Maycon Júlio Silva de Oliveira. No entanto, este tiro acabou acertando a perna do próprio filho, de um ano de idade. O terceiro tiro teria atingido o abdome da ex-sogra, Vanderleia Silva de Oliveira. O crime teria sido motivado por vingança, pois o acusado não se conformava com o fim do relacionamento. Além disso, Gabriel Aparecido teria sido agredido, dois meses antes, pelos irmãos da ex-mulher. Depois do crime o acusado fugiu, e apenas após denúncias anônimas a Polícia Militar conseguiu prendê-lo, no bairro rural de Santa Fé. A arma do crime foi apreendida na casa da mãe do suspeito, também no bairro Cidade Ozanan. Gabriel Aparecido tentou recorrer da sentença de pronúncia buscando a absolvição sumária ou o decote das duas qualificadoras: motivo torpe e mediante recurso que impossibilitou a defesa das vítimas. No entanto, o relator, desembargador Antônio Carlos Cruvinel, manteve a sentença de pronúncia com a justificativa de que existe a prova da materialidade e os indícios de autoria. O voto foi acompanhado pelos demais desembargadores da 3ª Câmara Criminal. Agora, o pedreiro deverá ser submetido ao júri popular, que deverá decidir pela procedência ou não da ação penal.