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Pensando em ir para praia? Confira as regras sanitárias antes de sair de casa

Publicado em 21/12/2020 às 14:59Atualizado em 19/12/2022 às 05:40
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2020 foi um ano cercado de incertezas e de muito desgaste emocional, viajar é alternativa encontrada por muitos para recarregar as baterias. Porém, o período tem nos desafiado até mesmo no momento do descans afinal, como está a situação das praias mais visitadas pelos mineiros diante da pandemia da COVID-19?

Das cidades levantadas pela reportagem, o município do Rio de Janeiro é, naturalmente, o que contabiliza mais casos e mortes pela infecção causada pelo novo coronavírus.

Na sequência, aparece Cabo Frio. A menos afetada é Porto Seguro.

Para o infectologista Carlos Starling, quem vai viajar precisa ficar atento, de antemão, sobre a situação da cidade de destin é preciso consultar as regras estabelecidas por aquela prefeitura ou estado.

Para o exterior, a orientação é procurar o Centro de Controle e Prevenção de Doenças, sediado em Atlanta, nos EUA. “Se for de carro, vá com seu núcleo familiar, sem misturar com muita gente. Se for de ônibus ou avião, viaje de máscara e face shield”, aconselha o médico.

O especialista também recomenda que o turista faça um teste da COVID-19 antes da viagem para evitar descobrir que está com a doença só na cidade de destino. “Passar mal longe de casa é terrível”, diz.

E completa: “Ao menos na semana anterior à viagem, o ideal é manter você e sua família em quarentena. Sete dias mais quietos servem como prevenção”, afirma.

Guarapari. “Não cancele sua viagem. Remarque”, diz mensagem postada com destaque no site da Prefeitura de Guarapari (ES). A cidade capixaba pretendia permitir o funcionamento integral do comércio sem limite de horário e de dias, mas uma batalha judicial foi iniciada na sexta.

O Executivo estadual classifica a situação de Guarapari como de “risco moderado”. Assim, os bares e restaurantes precisam medir a temperatura corporal dos clientes e quem estiver acima de 37,3°C não pode entrar. Além, é claro, da disponibilização de álcool em gel e do distanciamento mínimo de um metro. Não há limitação da capacidade de clientes.

Quanto ao turismo náutico, há limite máximo de 50% da capacidade da embarcação, considerando turistas e marinheiros. As pernoites nos barcos estão proibidas. O protocolo básico também deve ser empregad álcool em gel e distanciamento de 1,5 metro. As hospedagens, por sua vez, precisam ter termômetro digital com laser para medir a temperatura de colaboradores e turistas.

Academias só podem ser usadas com agendamento prévio. Os refeitórios funcionam com protocolos iguais aos de bares e restaurantes. A limpeza das áreas comuns deve ser reforçada.

Nas praias, o governo estadual adotará, de 26 de dezembro a 21 de fevereiro, uma operação de fiscalização com 735 militares e 250 viaturas. O objetivo é monitorar a situação do coronavírus nas áreas de concentração de pessoas.

“Não estamos propagando turismo neste momento, mas não podemos impedir que os turistas se desloquem para o Espírito Santo e também que os capixabas frequentem as praias. Por isso, foi montada a Operação Verão", afirma o secretário estadual de Segurança Pública, coronel Alexandre Ramalho.Continua depois da publicidade

Cabo Frio. A cidade polo da Região dos Lagos vive clima de incerteza diante da situação de Búzios, o destino mais sofisticado da região e distante cerca de 50 minutos de carro de Cabo Frio.

Fontes ligadas à prefeitura local disseram à reportagem que um fechamento forçado pela Justiça pode ocorrer na cidade muito visitada pelos mineiros em férias. Isso porque o município é o segundo mais afetado pela pandemia na regional, atrás somente de Maricá (RJ).

Mesmo sem a Justiça agir, o prefeito Adriano Moreno (DEM) suspendeu todo o turismo náutico no município, o que impossibilita os passeios de barco. A nova regra encontrou resistência do setor, que protestou contra o decreto. Antes, essa atividade era permitida com 50% da capacidade das embarcações, com disponibilização de álcool em gel e distanciamento social.

O novo decreto também cancela os passeios turísticos e recreativos de passageiros em trenzinhos, os populares “city tour”. Além disso, o último decreto municipal que pauta a pandemia atingiu a operação da rodoviár ia de Cabo Frio. O terminal passa a trabalhar com metade da capacidade: 60 das 120 vagas disponíveis para ônibus de turismo. Antes, até 80 coletivos podiam estacionar no local.

Mudanças também atingem a hospedagem, com hotéis e pousadas passando a trabalhar com 50% da capacidade. O mesmo vale para bares e restaurantes, onde as mesas precisam respeitar a distância de dois metros e o horário de funcionamento vai até 1h.

Nos shoppings, a quantidade máxima de clientes também foi reduzida à metade, com funcionamento das 10h às 23h. Pela metade também foi cortado o atendimento das academias.

Apesar das limitações, entidades ligadas ao turismo do município lançaram na sexta a campanha “Cabo Frio continua de braços abertos”, com objetivo de não afastar os turistas. A carta assinada por hotéis, comerciantes, marinheiros, arquitetos e engenheiros garante respeito às normas contra a COVID-19.

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Rio de Janeiro. Principal cartão-postal do Brasil, quem vai ao Rio de Janeiro neste ano não poderá acompanhar o tradicional réveillon oficial oferecido pela prefeitura. Nas praias, o serviço de bares e restaurantes na areia também está proibido, bem como as festas privadas nos quiosques da orla, na areia ou no calçadão.

Essas medidas estão em vigor desde 1º de novembro, quando a gestão Marcelo Crivella (Republicanos) elevou o nível de alerta da cidade para “conservador”, o que afeta a atividade turística de diferentes maneiras.

Ainda assim, nas praias, por exemplo, permanecem permitidos o banho de mar, as atividades esportivas individuais ou em grupo e a ocupação das tradicionais barracas.

Além disso, os hotéis, pousadas e hostels funcionam normalmente, assim como as piscinas e saunas instaladas nessas dependências. O passeio com animais de estimação também está liberado.

A prefeitura permite a abertura dos pontos turísticos – o que definitivamente não falta na Cidade Maravilhosa –, porém com capacidade máxima de 2/3 do público e desde que haja distanciamento mínimo de três metros entre os turistas.

Porto Seguro. Em Porto Seguro, cidade que abriga outros destinos sempre visitados pelos mineiros, como Trancoso, Caraíva e Arraial D'Ajuda, a prefeitura segue as orientações do governo da Bahia e do Programa Porto Mais Seguro, elaborado pelo Executivo municipal.Continua depois da publicidade

Conforme decreto assinado no dia 17 pelo governador Rui Costa (PT), qualquer atividade com público superior a 200 pessoas está proibida. A medida, contudo, atinge somente atividades como missas, feiras, congressos e passeatas – festas e shows, comuns durante o réveillon, estão proibidas independentemente da quantidade de público. Esse eventos chegaram a ser anunciados pela prefeitura em novembro, mas foram vetadas pelo Estado.

Quanto ao funcionamento de quiosques nas praias, bares e restaurantes, o governo estadual orienta para um distanciamento de no mínimo dois metros entre as mesgurias, além da disponibilização de álcool em gel. A capacidade máxima de clientes foi cortada pela metade.

Também alerta para que os estabelecimentos, inclusive a rede de hotéis, monitorem os funcionários, que devem ser afastados em caso de suspeita de COVID-19.

Por meio do Programa Porto Mais Seguro, a prefeitura orienta que os hotéis apliquem questionários epidemiológicos em todos os turistas, além de medir a temperatura corporal. Em caso de sintomas, a equipe de saúde do município deve ser acionada.

Há ainda orientações quanto à retirada e lavagem de roupas de cama e toalhas, limpeza dos quartos e destinação do lixo. Quanto ao turismo náutico, a prefeitura permite a operação das embarcações com até 60% da capacidade. Além do respeito às já tradicionais regras contra a proliferação do vírus: distanciamento social e higienização das mãos.

A venda de alimentos e bebidas nos veículos está proibida, sendo autorizada somente mediante aval da vigilância sanitária. O programa também permite os mergulhos com equipamentos como snorkel, porém sem compartilhamento entre os turistas e prévia higienização dos aparelhos.

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