Crise na segurança pública e crimes violentos que geram repercussão dão um impulso para que sejam retomadas às discussões sobre a revisão do Estatuto do Desarmamento. A maioria dos mineiros se posiciona contra uma mudança nas regras vigentes que consentisse que cidadãos comuns tivessem o direito ao porte de arma. De acordo com o jornal O Tempo, a terceira edição do projeto Minas no Brasil de 2018 mostrou que os mineiros preferem que o diploma legal seja conservado da forma como está hoje.
Mesmo com a grande maioria ser contra a liberação do uso de armas de fogo por civis, o pensamento não é unânime. Do total de entrevistados, 58% são contra alteração na legislação atual. Os demais 42% desejam que pessoas comuns possuam o direito de comprar armas.
Conforme o levantamento, 25,4% das pessoas disseram que se fosse permitido com certeza comprariam algum armamento. Outras 7,6% dizem que provavelmente teriam um revólver ou uma pistola, em caso de revogação da atual legislação. Em contrapartida, mais de 66% dos entrevistados afirmaram que não teriam armamentos em casa mesmo se fosse permitido. Um total de 8,1% pontuou que provavelmente não compraria o equipamento, enquanto 58,8% disseram que com certeza continuariam desarmados.
A pesquisa sobre o Estatuto do Desarmamento foi realizada pelo grupo Mercadológica em parceria com o jornal O Tempo, entre os dias 13 e 16 de março. Segundo o Tempo, foram ouvidas 648 pessoas em 45 cidades de todas as regiões do Estado. A margem de erro é de 3,8 pontos percentuais para mais ou para menos. O intervalo de confiança é de 95%.
*Com informações do Jornal O Tempo