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Pesquisa mostra que Uberaba fecha setembro com emprego em alta

Em Uberaba, conforme dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged), foram feitos 4.906 admissões e 4.075 desligamentos

Thassiana Macedo
Publicado em 05/11/2013 às 11:17Atualizado em 19/12/2022 às 10:22
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Reprodução/NET

Os pedidos de seguro-desemprego também aumentaram, com 13.646 requisições até setembro deste ano

A taxa de desemprego em setembro ficou em 10,3%, índice inferior aos 10,6% registrados em agosto, segundo Pesquisa de Emprego e Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em Uberaba, conforme dados do Cadastro Geral de Empregos (Caged) publicados pela coluna Cá Entre Nós, do Jornal da Manhã, foram feitos 4.906 admissões e 4.075 desligamentos, com saldo positivo de 831 registros de trabalho em setembro.

No acumulado de janeiro até setembro, o resultado é positivo em 4.432, mais que o dobro dos 2.099 empregos gerados em todo o ano de 2012. O setor de serviços foi o que mais gerou empregos, de janeiro a setembro, com saldo de 1.592 contratações. Em seguida, vieram a construção civil, com 1.353 registros; indústria da transformação, com 739; agropecuária, com 576, e comércio, com 231, dentre outras áreas econômicas.

O gerente regional do Ministério do Trabalho e Emprego em Uberaba, Geraldo Mendes Salvador, avalia que a quantidade de homologações permanece estável. Quanto aos pedidos de seguro-desemprego, ele destaca que, de janeiro a setembro de 2012, foram concedidos 11.479, enquanto no mesmo período de 2013, foram feitas 13.646 requisições do benefício. “Neste valor estão contidos todos os requerimentos, inclusive os indeferidos ou que foram necessários encaminhar para recurso, mas haverá uma redução pequena em função dos benefícios negados. Mesmo assim, houve crescimento. Acredito que no Brasil inteiro houve aumento nos pedidos por seguro-desemprego e, justamente por isso, o Governo está mudando as regras. Nunca teve um índice de desemprego tão baixo e tantos pedidos de seguro-desemprego, ou seja, é incompatível”, explica.

Mudanças. O seguro-desemprego é uma assistência financeira temporária a trabalhadores desempregados sem justa causa para auxiliá-los na manutenção e na busca de emprego e inclui ações integradas de orientação, recolocação e qualificação profissional. Recentemente, o Governo Federal publicou no Diário Oficial da União o Decreto n° 8.118, que modifica as regras de concessão.

Segundo Geraldo Mendes Salvador, o trabalhador que solicitar o benefício a partir da segunda vez, dentro de um período de dez anos, terá que fazer curso com o mínimo de 160 horas para receber o pagamento. “Antes o curso deveria ser feito a partir do terceiro pedido de seguro-desemprego no prazo de dez anos. Como esta alteração ocorreu há cerca de três semanas, ainda não houve alterações. O impacto desta medida também é relativizada, porque depende da disponibilização de vagas nos cursos do Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego). É comum não haver vagas e o seguro é liberado”, completa o gerente.

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