Federação Única dos Petroleiros emitiu comunicado informando que funcionários cruzaram os braços em refinarias de seis estados, entre eles, Minas Gerais
Marcos de Paula / Agencia O Globo
Greve de petroleiros na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense
Nas redes sociais, a Federação Única dos Petroleiros emitiu comunicado anunciando que a greve da categoria começou na madrugada desta quarta-feira (30), contrariando determinação do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu horas antes, ainda na noite de ontem, que o movimento é ilegal, estipulando multa diária de R$ 500 mil aos sindicatos. Até as primeiras horas desta manhã, as refinarias ainda não haviam se manifestado sobre as paralisações.
O comunicado da FUP afirma que os funcionários “não entraram para trabalhar” em refinarias de São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Amazonas e Pernambuco. Os petroleiros decidiram parar as atividades por 72 horas em solidariedade à greve dos caminhoneiros, além de pedir a destituição de Pedro Parente do comando da Petrobras e reivindicar a redução dos preços do gás de cozinha e dos combustíveis, entre outras reivindicações.
Na noite de ontem, a ministra Maria de Assis Calsing, do TST, concedeu liminar na tentativa de impedir a paralisação da categoria, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). Para a advocacia, a greve dos trabalhadores, em meio ao quadro de desabastecimento provocado pela paralisação de caminhoneiros, trará prejuízos gravíssimos à sociedade, tendo em vista o potencial para prejudicar o abastecimento do mercado interno de gás natural, petróleo e seus derivados.
Ao analisar o caso, a ministra entendeu que a greve seria abusiva e "realizada para incomodar". Pela decisão, os sindicatos dos grevistas deverão pagar multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e também estão impedidos de travar o trânsito de mercadorias e pessoas nas refinarias.