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Polícia apreende mala com dinheiro e armas na casa de João de Deus

Corporação não divulgou a quantia encontrada; médium nega acusações de abuso sexual e teve habeas corpus negado pela Justiça

Publicado em 19/12/2018 às 06:05Atualizado em 17/12/2022 às 16:36
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Reprodução/TV Anhanguera

Nesta terça-feira (18), a Polícia Civil apreendeu uma mala contendo dinheiro e armas em Abadiânia, na casa do médium João de Deus, que está preso, suspeito de abusos sexuais, acusado em mais de 500 relatos. Na Casa Dom Inácio de Loyola, que também foi alvo de buscas feitas pela corporação, foram apreendidos recibos e outros documentos.

Não foram divulgados pela corporação quantas e nem quais armas foram encontradas na casa do médium, tampouco o valor em dinheiro encontrado no local. O material foi encaminhado para a Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), unidade responsável pelas investigações.

Durante as buscas no centro onde o médium atendia, os investigadores também estiveram na sala onde supostamente aconteciam os abusos. Em seu depoimento, João de Deus afirmou que a sala que possui na Casa Dom Inácio de Loyola tem porta transparente e declarou que “nunca trancou a porta para atendimentos e, muitas vezes, é o atendido quem a tranca”.

De acordo com o médium, a sala tem um sofá, um local para refeição e um banheiro; ainda, que há duas janelas na sala, sendo uma fechada e outra normalmente aberta. “Outras pessoas podem visualizar o interior [da sala] do exterior”, afirma o suspeito.

A polícia fez imagens do local para confrontar com todos os depoimentos colhidos. Essa foi a primeira vez que a PC entrou na Casa Dom Inácio de Loyola desde que as denúncias de abuso sexual começaram a surgir. Segundo informações da corporação, foram encontrados recibos de cursos superiores que seriam pagos por ele a vítimas. Além disso, foram apreendidos mapas que mostram o quanto a casa aumentou de tamanho nos últimos anos.

O advogado de defesa Alberto Toron informou que não foi comunicado sobre as buscas feitas na casa de não tem conhecimento do objetivo da ação. A administração da Casa Dom Inácio de Loyola informou que o local seguiu aberto e vai manter o funcionamento normal durante a semana.

Acusações. O Ministério Público já recebeu mais de 500 relatos de abusos sexuais. Já foram ouviras 30 mulheres e a Polícia Civil colheu depoimentos de outras 15. Apenas um caso vai virar inquérito, isso porque os demais ocorreram há anos, quando a legislação brasileira previa que a denúncia só seria investigada se o registro fosse feito até seis meses depois do abuso. A partir de setembro, a legislação mudou e não há mais prazo para que as denúncias de abuso sexual sejam registradas. Há relatos de supostas vítimas de seis países e vários estados brasileiros. Entre as denunciantes, há uma uberabense, que afirma que chegou a engravidar de João de Deus após ser abusada.

*Com informações do G1 Goiás

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