PAULO LOPES/FUTURA PRESS/ESTADAO CONTEUDO
Polícia Civil de São Paulo prendeu neste domingo (28) quatro suspeitos de participarem do roubo milionário no Aeroporto Internacional de Guarulhos na última quinta-feira (25), quando 720 quilos de ouro foram levados em ação que durou menos de três minutos. Funcionário do aeroporto, Peterson Patrício, de 33 anos, foi preso no sábado, 27, à noite. O segundo suspeito, Peterson Brasil, foi preso na noite deste domingo, 28.
Outros dois homens, cujas identidades não foram informadas pelas autoridades, também foram detidos. Segundo as investigações, eles seriam proprietários de um estacionamento usado pelos criminosos para estacionar caminhonetes usadas no roubo.
O primeiro suspeito detido, Peterson Patrício, trabalhava como encarregado de despacho no aeroporto há sete anos. Seu advogado revelou que o cliente não revelou sua participação no crime, afirmando que ele teria sido mantido como refém pela quadrilha no dia anterior ao roubo.
Peterson Patrício foi o primeiro trabalhador do aeroporto a ser eleito por funcionários para integrar o Conselho da Administração da Concessionária, formado principalmente por executivos e membros da Infraero. Seu mandato terminou em abriu de 2016. O conselho tem acesso a uma série de documentos, contratos e planos referentes ao aeroporto.
Em nota, os delegados Pedro Ivo Correa dos Santos e João Hueb, da 5ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Banco), informaram que “o procedimento visa preservar a investigação e evitar desvios na linha de trabalho”, diz trecho da nota.
A GRU Airport, concessionária responsável pelo aeroporto, disse, em nota, cumprir todas as normas internacionais e práticas de segurança pertinentes à segurança do terminal. A empresa ainda reitera que todas as informações referentes ao roubo estão sendo repassadas à Polícia Civil.
Ainda na sexta-feira (26), dois carros usados pelos criminosos durante o roubo haviam sido apreendidos pela polícia, que suspeita que eles tenham dividido o material. Os investigadores acreditam que o grupo tenha trocado os veículos ao menos duas vezes para dificultar a localização pela polícia.
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Peterson Patrício revelou à polícia que havia sido assaltado ao deixar sua residência, na Vila Ester, zona Leste da capital paulista, acompanhado pela mulher, quando foi abordado por um homem armado dirigindo uma ambulância. Ele contou, ainda, que um outro homem ficou ao seu lado na rua e disse que já sabia a função dele no aeroporto, exigindo que levasse os criminosos até o ouro. Com a mulher sequestrada, Patrício disse ter seguido todas as orientações dos criminosos, inclusive não acionando a polícia.
No dia seguinte ao sequestro, Patrício foi trabalhar e orientado a agir normalmente. Sua função no plano era ajudar a quadrilha a entrar no terminal de carga e indicar onde estava o ouro.
A polícia acredita que pelo menos oito pessoas estejam envolvidas diretamente no roubo. Os criminosos portavam fuzis, pistolas e carabinas. O transporte de ouro é considerado rotina da transportadora no aeroporto. O valor do ouro roubado, segundo a polícia, é avaliado em cerca de R$ 110 milhões.
*Com informações do Estadão