ALÉM DOS NÚMEROS

População de jumentos no Brasil pode ser dez vezes maior que estimativas anteriores

Levantamento internacional aponta mais de 730 mil animais em 2026 e reacende debate sobre uso econômico e políticas para a espécie

Publicado em 06/04/2026 às 10:42
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Um levantamento internacional indica que a população de jumentos no Brasil ultrapassa 730 mil animais em 2026, número significativamente superior a estimativas anteriores. O dado reforça a necessidade de atualização de informações oficiais e planejamento para o setor.

Um estudo recente baseado em dados internacionais aponta que o rebanho de jumentos no Brasil é muito maior do que o divulgado anteriormente. A estimativa supera 730 mil animais em 2026, com base em informações de organismos internacionais e projeções estatísticas.

Segundo o zootecnista Alex Bastos, o número pode ser até dez vezes maior do que estimativas amplamente difundidas. “O número é, pelo menos, dez vezes maior do que tem sido divulgado por organismos sem qualquer embasamento confiável”, afirma.

A análise considera dados oficiais da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), utilizados como base para projeções recentes. A ausência de atualizações periódicas no Brasil, desde o último Censo Agropecuário realizado em 2017, contribui para a defasagem das informações sobre o rebanho asinino.

Especialistas apontam que, apesar do volume atual, houve redução progressiva da população ao longo das últimas décadas. O principal fator é a perda de função econômica dos jumentos, com a mecanização das atividades rurais e mudanças no uso da força de trabalho no campo.

Esse processo também levou ao abandono de animais, que deixaram de ser contabilizados em levantamentos oficiais, impactando a precisão dos dados nacionais.

A incorporação de estudos internacionais amplia a compreensão sobre o cenário e pode auxiliar na formulação de políticas públicas. Para Bastos, o avanço do setor depende de organização e planejamento.

“O futuro do jumento nordestino depende menos de polarização e mais de planejamento técnico, regulação eficiente e integração entre pesquisa científica, setor produtivo e poder público”, destaca.

Pesquisas em andamento indicam que a espécie tem potencial econômico, com possibilidade de uso na produção de leite, carne e outros derivados, voltados tanto ao mercado interno quanto à exportação.

O Brasil, especialmente o Nordeste, reúne condições favoráveis para a criação desses animais, com destaque para a adaptação ao clima e a eficiência na conversão de alimentos de baixo valor nutricional.

“Diferentemente de países europeus ou asiáticos, o Brasil possui áreas extensas que permitem a criação a pasto, reduzindo custos e favorecendo o bem-estar animal”, conclui o especialista.

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