Se, neste momento, estudar garante mais segurança para fazer o Enem, também vale revisar conteúdos.
A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) acontece no próximo domingo, 3. Cerca de cinco milhões de estudantes brasileiros vão fazer a prova, conforme balanço do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Quem vai fazer a prova deve aproveitar essa semana para colocar o pé no freio e focar em autocontrole. As orientações são da professora Maria Zilda Santos Freitas, que há dez anos atua em cursos pré-vestibular.
“A ansiedade interfere muito. O que tinha que estudar até agora já estudou. Aí ficar focando demais em matéria e conteúdo é perda de tempo. As pessoas têm que prestar mais atenção no equilíbrio mental, alimentar, se precaver em coisas que possam dar errado no dia”, adverte.
Além disso, é importante não deixar nada para última hora. Confira antecipadamente os locais da prova, horário de chegada, as regras do edital quanto a roupa e alimentação.
Se, neste momento, estudar garante mais segurança para fazer o Enem, também vale revisar conteúdos.
“Agora a questão é emocional. O Enem é um caminho para mudar de vida e muitos meninos chegam lá muito pressionados. Estudar um pouco mais, rever conteúdos que tenha um pouquinho mais de dificuldade garante essa segurança, esse bem-estar no sentido de a pessoa conseguir lidar melhor com a prova”, avalia a docente.
Às vésperas do exame não dá para recuperar tempo perdido quem deixou para última hora, então, o momento é dar uma pausa na maratona de estudos e reservar momentos para dormir, praticar exercícios e atividades de lazer.
Para tornar este processo menos desgastante, os pais também podem contribuir. A professora observa que é preciso dar mais autonomia ao adolescente e expressar confiança.
“Uma queixa que eu vejo muito dos alunos é que os pais consideram que quando o filho está na internet ele está ocioso, é como se ele não tivesse fazendo nada. Só que muitas vezes, é na internet que ele está estudando. Basicamente, as famílias devem deixar o filho um pouco mais tranquilo, evitar conflitos e contribuir para o bem-estar psicológico dele”, finaliza Maria Zilda.