GERAL

Preços de panetone e produtos natalinos seguem inflação

Cenário projeta estabilidade do dólar, o que resulta em preços estáveis ao longo dos próximos meses, sem impacto considerável

Thassiana Macedo
Publicado em 01/11/2013 às 00:56Atualizado em 19/12/2022 às 10:24
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Faltam pouco mais de 50 dias para o Natal e as gôndolas dos supermercados de Uberaba já estão abastecidas de uma grande variedade de panetones e outros produtos natalinos. No entanto, o consumidor precisará pesquisar bastante para encontrar o melhor preço. Segundo a Associação de Supermercados do Triângulo Mineiro (Assuper), produtos importados tiveram aumento, mas a expectativa deste ano é de que haja crescimento de até 10% nas vendas.

De acordo com o diretor executivo da Assuper, José Albino Pereira de Sousa, as vendas registradas até o momento superam os índices do mesmo período do ano passado. “Os produtos natalinos que têm compostos importados, como farinha de trigo, tiveram aumento. Tudo que se encontra no mercado hoje e é importado está mais caro que no ano passado. Os comerciantes não tiveram alternativa, pois o dólar subiu demais, e com um detalhe: as compras natalinas são feitas com antecedência e dólar alto. Com isso, a tendência é acompanhar a inflação. Todos tentam reduzir a margem de aumento, mas impostos, encargos e tributos não se reduz”, frisa.

Para Sousa, o consumo de panetone no Brasil, por exemplo, vem crescendo ano a ano. Diante do aumento na demanda, as empresas começam a disponibilizar cada vez mais cedo o produto. Quanto ao reflexo no bolso do consumidor, o aumento nos preços dos insumos, como o trigo, por exemplo, deve ser em torno de 6% no preço de panetones. Atualmente, a queda no valor do dólar trará um efeito positivo, porém, não muito relevante. Com isso, o cenário projeta estabilidade do dólar, o que resulta em preços estáveis ao longo dos próximos meses, sem impacto considerável para o consumidor na compra de itens nas festas de fim de ano.

No entanto, ele verificou o crescimento nas vendas antecipadas de outros produtos natalinos, como castanhas, uva passa, nozes e vinhos. A explicação, segundo o diretor, é o fato de o consumidor estar mais prevenido contra a alta desses produtos até o fim do ano. “Mesmo que estejam um pouquinho mais caros, a tendência das pessoas é comprar. O período natalino é atípico e por isso toda a população investe nele, comprando os produtos para a ceia”, ressalta.

Em razão disso, seguindo a orientação de José Albino Pereira de Sousa, a palavra de ordem agora é pesquisar. “O que o consumidor deve fazer nesse momento é pesquisar e buscar alternativas que, se possível, possam substituir ou agregar alguns produtos. O ideal é procurar o melhor produto com o menor preço e a pesquisa auxilia nessa busca por um preço mais acessível, sem fazer com que o consumidor deixe de comprar os produtos para sua ceia de Natal”, completa o diretor.

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