O reajuste real do diesel da Petrobras para distribuidoras será de apenas R$ 0,06, garantiu nesta sexta-feira (13/3) a presidente da empresa, Magda Chambriard, em entrevista coletiva online. Segundo ela, a alta para as distribuidoras (preço que sai das refinarias da estatal) seria de R$ 0,70. Mas, com a adesão da empresa à subvenção anunciada pelo governo federal na quinta-feira (12/3), o reajuste caiu para R$ 0,38 (o governo paga a diferença por litro produzido na refinaria).
Magna Chambriard continua com os cálculos: como o governo deu isenção de PIS/Cofins ao combustível, que chega a R$ 0,32 por litro, o reajuste real que chegará aos postos (que terão alíquota zero desses impostos federais) será de R$ 0,06. Esse valor é o que vai encarer na compra do diesel pelos postos. O repasse para o consumidor vai depender de cada estabelecimento.
A Petrobras informou ao mercado, na noite dessa quinta-feira (12/3), que o Conselho de Administração da companhia aprovou a adesão à subvenção econômica à comercialização de óleo diesel. Isso significa que a Petrobras pode se voluntariar a receber o desconto de R$ 0,32 por litro do combustível, que será pago pelo governo federal.
A subvenção econômica está expressa na Medida Provisória 1.340, publicada pelo governo Lula também na quinta-feira. A iniciativa permite que o governo conceda essa ajuda aos produtores e importadores de diesel. A iniciativa é um enfrentamento à alta do preço do petróleo no mercado internacional, causada pela guerra no Irã. O preço do barril está perto de US$ 100 nesta sexta (13/3), mais de US$ 20 acima do preço antes da guerra.
Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o preço do diesel no Brasil subiu até 13,8% nos primeiros 12 dias de março. Os dados fazem parte de um levantamento elaborado a partir da análise de aproximadamente 93 mil notas fiscais eletrônicas de operações com combustíveis em todos os estados brasileiros. O reajuste não tem lastro, já que não tinha aumento oficial do combustível até esta sexta (13/3).
Fonte: O Tempo.