
A previsão é que a van circule pelos municípios (Foto/Alex de Jesus/O Tempo)
A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais lançou, nesta sexta-feira (13/3), a primeira Unidade Móvel de Prevenção à Criminalidade do programa Proteja Minas. A iniciativa tem objetivo de prevenir crimes contra a mulher. Apenas em janeiro, 13.751 mulheres foram vítimas de violência doméstica ou familiar no estado, conforme dados do Observatório de Segurança Pública.
Em um primeiro momento, segundo a subsecretária de Prevenção Social à Criminalidade, Christiana Dornas Rodrigues, a base móvel será deslocada para o Aglomerado da Serra, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, e para a Pedreira Prado Lopes, na região Noroeste. Ao longo do ano, outra unidade será enviada para Ubá, para atender municípios e cidades da Zona da Mata. Já em 2027, a previsão é que o serviço seja ampliado para outras regiões.
“Essa primeira base móvel vai atender, principalmente, Belo Horizonte e região metropolitana. Vamos atender vários territórios, sempre nos guiando pelos dados do Observatório de Segurança Pública, onde a violência contra a mulher nos levar”, explica a subsecretária de Prevenção Social à Criminalidade, Christiana Dornas Rodrigues.
De acordo com a pasta, a previsão é que a van circule pelos municípios e fique instalada em pontos estratégicos por determinado tempo. Os atendimentos podem ocorrer de forma espontânea, quando a mulher procura diretamente o equipamento, ou por encaminhamento.
Acolhimento
Christiana conta que todas as equipes contarão com a presença de psicólogos, assistentes sociais e advogados. De acordo com ela, o foco da base móvel é prevenir o ciclo da violência contra a mulher, seja ela física, psicológica ou patrimonial.
“Vamos tentar chegar antes que a violência aconteça e cresça . Essa é uma iniciativa de prevenção [...] É levar a presença do Estado, o assunto da violência contra a mulher para todo território, para todas as mulheres, para todas as meninas e para os homens também”, diz.
Ainda segundo a subsecretária, caso a mulher precise de encaminhados para registro de ocorrência, ou mesmo acionamento imediato das forças de segurança, os profissionais estão capacitados para isso. Christiana reforça que nenhuma pessoa será forçada a fazer representações criminais contra possíveis agressores, caso não esteja pronta para tal. “A mulher vai encontrar, em primeiro lugar, acolhimento, uma equipe de prevenção muito especializada na escuta da mulher [...] Estamos aqui para prevenir e acolher”.
Em relação aos números de violência doméstica e familiar e feminicídios, a subsecretária de Prevenção Social à Criminalidade afirma que, mesmo com a queda dos números de registros, os dados sempre são muito preocupantes. “Qualquer número em violência familiar, em feminicídio, é um número que amarga na nossa boca”.
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Fonte: O Tempo