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Primeira Marcha da Consciência Negra celebra feriado na cidade

Segundo a assessora de novos projetos da PMU, Ângela Dib, a marcha sairá da Praça da Liberdade às 9h na sexta-feira, e seguirá até a Praça da Abadia, para celebração da Missa Afro

Letícia Morais
Publicado em 16/11/2015 às 16:10Atualizado em 16/12/2022 às 21:17
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A 1ª Marcha da Consciência Negra – Uberaba contra o racismo acontece no feriado da Consciência Negra, nesta sexta-feira (20), na Praça da Liberdade. A concentração acontecerá a partir das 9h na avenida Presidente Vargas com saída prevista para às 10h, onde seguirá até a Praça da Abadia.

A data lembra a morte de Zumbi dos Palmares e traz reflexões propostas pela comunidade afrodescendente em torno da discriminação e da presença do negro na sociedade brasileira. A assessora de novos projetos da Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU), Ângela Dib, afirma que a celebração da data na cidade vem com nova proposta este ano. “Vamos celebrar a arte e a cultura afro de uma forma diferente, resgatando grupos e homenageando pessoas que ajudaram e ainda nos ajudam a escrever a história da nossa cidade e do nosso país”, destacou.

Ângela frisa a importância da participação de toda a comunidade durante todo o dia de evento. “A marcha percorrerá até a praça da Abadia, onde teremos o movimento do Zumbi dos Palmares, ternos de congos e Moçambique, além da tradicional missa afro no Santuário da Abadia”, pontuou a assessora.

Após a missa, será realizado o Encontro Cultural Afro com diversas atrações musicais no salão de festas da igreja, das 13h às 18h. “Teremos inúmeras atrações que homenagearão intérpretes e cantores negros, bem como apresentações de tambor crioulo, samba de raiz e batucada. Enfim, tudo aquilo que resgate a verdadeira cultura afro”, afirma.

Homenagem. Para finalizar, a assessora de projetos da Prefeitura destaca a entrega da medalha Carolina Maria de Jesus para nove mulheres negras de vários segmentos da cidade. “Carolina foi moradora de rua e catadora de papel que se transformou em uma grande escritora de Sacramento. A medalha será para que essas mulheres contem as suas histórias de lutas e conquistas aqui da cidade”, explica Ângela.

Mudança. De acordo com Ângela Dib as escolas estaduais também farão sua manifestação. “A partir do ano que vem será inserida nas escolas a Lei 10.639, que institui a inserção da história da cultura afro no currículo escolar. Sabemos que se estuda sobre os escravos, mas essa cultura é muito maior do que isso. Por isso, a participação dos alunos nessa data é tão importante”, finaliza.

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