A pandemia da covid-19 não prejudicou apenas os setores econômicos e administrativos das cidades brasileiras. Na verdade, na análise do dono da Líbero Seguros, Tiago Souto, a disseminação da doença afeta diretamente a relação de aquisição de seguro de vida.
Em entrevista à Rádio JM neste sábado, 27, Tiago revelou que todos os planos de vida das grandes seguradoras, contratados antes ou durante a pandemia, estão adequados à situação e oferecem cobertura à óbito por infecção da doença. Contudo, os contratos definem prazo de carência de 90 dias, e não devem ser assinados por pessoas que já estão com covid-19. Ou seja, a cobertura será ativada caso a pessoa seja vítima da doença após 90 dias de contrato assinado.
“A pessoa em qualquer situação pode contratar um seguro de vida, exceto as que já estão infectadas pela covid. Na verdade, essas pessoas podem até conseguir, mas existe uma carência de 90 dias. Antes, as companhias não pagavam [o benefício] em caso de pandemia de qualquer doença, mas abriram uma exceção e começaram a fazer a cobertura do coronavírus. Mesmo quem tinha, ou contratou novos seguros, está com a cobertura de morte por covid”, declara Tiago.
Em relação aos preços durante o período, o representante informa que as informações pessoais são as diretrizes que definem o valor final. Profissão e idade são os pontos mais analisados pelas seguradoras.
“A profissão influencia diretamente no preço. Profissão e idade. Mas não tem tanta variação para pessoas que não são da área da saúde. O custo médio dos seguros já é baixo. Cabe a pessoa fazer o estudo dos pacotes e, de acordo com o relato individual, é feita uma análise e um planejamento. No geral, a cobertura não ficou tão mais cara. O seguro de vida já tem um preço relativamente baixo, e mesmo com esse aumento de casos da doença, ele onera pouco o custo. Existem seguros de vida a partir de R$ 9,90 com muitos benefícios além da situação de óbito”, revela Tiago Souto.
O panorama da procura por planos também mudou recentemente. De acordo com a análise de Tiago, as mulheres estão se tornando as principais geradoras de renda da família, e isso reflete diretamente no número de mulheres que procuram os serviços de seguros. Também, a faixa etária mais comum nos planos é de 40 anos ou mais, idade onde entende-se que as pessoas têm família constituída e planejamento financeiro.
Veículos
O dono da Líbero também confirmou que um dos tipos de planos mais procurados durante a pandemia é o de automóveis. De acordo com Tiago, quando as pessoas estão desempregadas ou desnorteadas por alguma doença, ficam mais desatentas ao trânsito, e os acidentes e roubos aumentam. “O seguro de automóvel teve até uma queda de preço para que eles consigam alcançar o maior número de pessoas”, revela.
Entre os modelos de veículos com maiores índices de roubos registrados na seguradora, os chamados “carros populares” são líderes de ocorrências. HB20 e Onix encabeçam a lista de carros mais visados em Uberaba, seguidos pela pickup Toyota Hilux.