O indicador acumulado da produção industrial do estado de Minas Gerais fechou o ano passado com acréscimo de 1,6%.
O indicador acumulado da produção industrial de Minas Gerais fechou o ano de 2008 com acréscimo de 1,6%, resultado bem abaixo do assinalado até setembro (6,6%). A informação foi divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em sua pesquisa regional mensal, que indicou queda de 16,4% em Minas Gerais, no mês de dezembro. Segundo o Instituto, na passagem de novembro para dezembro de 2008, os índices regionais da produção industrial, ajustados sazonalmente, recuaram em 12 dos 14 locais pesquisados. As únicas áreas que registraram acréscimo na produção entre novembro e dezembro foram Amazonas (0,9%) e Goiás (0,4%). Em nota, o IBGE informa que a perda de ritmo, nos últimos três meses do ano, pode ser explicada pelos fatores relacionados à crise financeira mundial. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Raphael Guimarães Andrade, salientou que o Governo de Minas já está trabalhando para minimizar os impactos da crise. Lembrou que desde o final do ano passado já adotou um conjunto de medidas preventivas. “Elas vão desde crédito subsidiado a pequenas e médias empresas, com linhas de crédito especiais através do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), até o adiamento do pagamento do ICMS para toda economia, assim como as medidas específicas para o setor de ferro gusa. Além disso, o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) continua trabalhando na atração de novos investimentos nos mais variados setores da economia”, destacou. Raphael Guimarães Andrade acrescentou ainda que estão mantidos os investimentos em infra-estrutura, como forma de minimizar os efeitos da crise financeira, no desenvolvimento econômico do Estado. Série histórica. Com o recuo em dezembro, esta é a quinta taxa negativa consecutiva, período que acumulou perda de 30,9%, já descontadas as influências sazonais. Vale mencionar que a queda deste mês foi a maior da série histórica. Assim, o índice de média móvel trimestral acentua o ritmo de queda ao registrar recuo de 10,2%, entre novembro e dezembro, quarto resultado negativo, acumulando, no período, uma perda de 16,2%. Ainda na série ajustada, no confronto com o trimestre imediatamente anterior, observou-se que o setor fecha o quarto trimestre do ano com queda de 16,2%, interrompendo sequência de 18 trimestres com taxas positivas. Os números do IBGE informam ainda que frente a dezembro de 2007, o recuo foi de 27,1%, menor marca na série histórica nesse tipo de comparação. Na análise trimestral, no período outubro-dezembro de 2008, observou-se redução de 12,7% na comparação com igual trimestre do ano passado.