Produtor rural Luiz Carlos dos Santos foi condenado ontem a treze anos de prisão em regime fechado pelo homicídio e ocultação de cadáver do também produtor rural Luiz Roberto Gomes da Costa, conhecido como “Beto”. O crime ocorreu no dia 18 de fevereiro de 2013 em loteamento chamado Francisca Veras, na fazenda Piracanjuba, em Campo Florido.
O júri popular foi presidido pelo juiz Fabiano Garcia Veronez, da 2ª Vara Criminal, tendo o advogado Cleber dos Santos Rosa atuando da defesa do réu. A acusação ficou nas mãos do promotor Raphael Soares Moreira César Borba.
Formado por quatro homens e três mulheres, o Conselho de Sentença reconheceu ainda a qualificadora de motivo torpe. Para o homicídio qualificado, o réu foi condenado a doze anos de prisão e outro um ano para a ocultação do cadáver totalizando uma pena de treze anos de prisão em regime fechado. Durante o julgamento, ele confessou o crime.
De acordo com o promotor, o Conselho de Sentença reconheceu que o réu agiu por vingança, visto que a vítima o denunciou para o Conselho Tutelar por estar negligenciando os filhos por ser alcoólatra. Em virtude desta denúncia, Luiz Carlos teria perdido a guarda dos filhos.
Após o julgamento, o advogado de defesa disse que irá analisar a possibilidade de recurso destacando que o caso é complexo. No entanto, ele admite que a intenção do réu é recorrer da decisão do júri popular.
A vítima foi morta com um golpe de barra de ferro e, depois, foi enterrada em uma cova de aproximadamente dois metros de profundidade no loteamento onde morava. O crime foi descoberto após o acusado contar sobre o ocorrido a uma testemunha, que o entregou à Polícia Militar.