GERAL

Produtores rurais do Sudeste têm dificuldades para exportar

Apesar da produtividade elevada em todos os produtos no ano passado, os problemas de infraestrutura impedem que o país tenha condições adequadas para escoar a produção

Geórgia Santos
Publicado em 14/01/2014 às 01:00Atualizado em 19/12/2022 às 09:27
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Sindicato Rural diz que o grande desafio para o agronegócio em 2014, na região Sudeste, é a saída dos produtos para o exterior por meio dos portos. Ao contrário do que acontece no Centro-Oeste, principalmente no Mato Grosso, em que o maior problema para o setor é a infraestrutura logística, na região Sudeste os produtores enfrentam dificuldades com a exportação.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Romeu Borges, o governo deve investir em melhorias nos portos, pois a abertura de créditos, para que os produtores tivessem o seu próprio armazenamento, não foi suficiente. Ele diz que um dos maiores problemas que a agropecuária enfrenta atualmente no país é com a logística. Apesar da produtividade elevada em todos os produtos no ano passado, os problemas de infraestrutura impedem que o país tenha condições adequadas para escoar a produção.

Mas, segundo Romeu, na região Sudeste as condições das estradas para o transporte não são o maior problema, pelo contrário, as rodovias duplicadas facilitam esse trabalho, mesmo com a existência de pedágios, que se tornam um gasto a mais. “A nossa dificuldade é com os produtos nos portos, que têm uma capacidade insuficiente em detrimento do volume da produção que deve ser exportada hoje. Os caminhões vão carregados para os portos de Paranaguá e Santos e precisam ficar parados por cerca de quatro dias, esperando para descarregar. O agronegócio aumentou a capacidade produtiva e os portos não conseguem comportar essa demanda porque não houve nos últimos anos investimentos significativos para reforma e ampliação na mesma proporção”, explica Romeu.

Os produtores de Uberaba, por sua vez, diante da significativa produção do município, sofrem com essa situação. “Isto atinge diretamente Uberaba, pois, mesmo tendo uma logística boa na região, ao contrário do Centro-Oeste, na hora de escoar a produção nos portos, também ficamos parados, de qualquer ponto do país. Enfim, ter rodovias adequadas não é o suficiente na hora de exportar. Essa espera encarece o frete e dificulta até mesmo na colheita, pois a maioria dos produtores colhe e encaminha direto ao porto, e como há caminhões esperando, não tem veículo disponível para fazer um novo transporte”, explica Romeu.

Vale lembrar que o governo disponibilizou novas linhas de crédito para que cada produtor tenha seu próprio armazenamento, o que de alguma forma desafoga o movimento intenso nos portos. Entretanto, segundo Romeu, é preciso comunicar essa medida aos importadores, que estão esperando pelo produto brasileiro, e sem demora.

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