GERAL

Professores da PMU trabalham doentes para não perder 14º

Os educadores reclamam ao JM que ainda trabalham no mesmo regime do governo passado e denunciam que alguns servidores municipais estão trabalhando com dengue

Publicado em 04/03/2013 às 09:34Atualizado em 17/12/2022 às 09:17
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  Secretária de Educação tranquiliza professores da rede pública quanto aos critérios para recebimento do 14º    Professores reclamam ao Jornal da Manhã que ainda trabalham no mesmo regime do governo passado e denunciam que alguns servidores municipais estão trabalhando com dengue, para não perder o benefício do 14º salário ao término do ano. Secretária de Educação Silvana Elias afirma que o governo do Paulo Piau é contra essa prática e pede para que os professores apresentem os atestados médicos, pois uma nova alternativa para a aplicação do benefício será estudada. “A orientação é clara, ninguém pode trabalhar doente. Se isso estiver acontecendo, quero tranquilizar os professores. Os critérios serão mudados sim e, a lógica da punição não se aplica ao governo do prefeito Paulo Piau, portanto, apresentem o atestado ou as justificativas para as faltas e vão se cuidar, isso é o mais importante”, declarou Silvana Elias No governo anterior, o servidor que apresentasse algum atestado médico, ou faltasse com justificativa, como em casos de morte ou doença na família, perdia o beneficio. “Tenho uma amiga que está trabalhando a base de paracetamol de duas em duas horas para superar as dores no corpo e trabalhar”, informa a professora, que prefere não se identificar para evitar represálias.  Segundo ela, os servidores querem saber como ficará a situação no governo atual. “Essa situação é desumana conosco e com os estudantes que são obrigados a se deparar com um professor desanimado e doente. Os professores são uma classe tão sofrida e ainda temos que passar por isso. Estamos nos sentindo humilhados”, lamenta a professora. A secretária garante que os critérios do 14º salário serão modificados. “Esse não é um governo punitivo. É inadmissível alguém se submeter a trabalhar doente para não perder um benefício, isso vai acabar”, afirma Silvana. De acordo com a secretária de Educação, os critérios adotados para a concessão do 14º são “desumanos e inadmissíveis”. Mesmo com atestado médico, o professor que faltar perde o direito ao benefício. Para o prefeito, da maneira que foi adotado o 14º se tornou punitivo e já determinou um estudo técnico para encontrar uma alternativa.  Segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Uberaba, um planejamento será elaborado junto aos profissionais da educação. Silvana já se reuniu com diretores e irá se reunir também com professores e com o quadro administrativo, para colher opiniões e subsídios, orientar a formatação de novos critérios ou até mesmo a exclusão do 14º. A Secretaria também quer ouvir o sindicato da categoria, que em pauta de reivindicações já se posicionou contra o benefício da maneira que é aplicado desde a gestão anterior.

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