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Professores da rede privada focam na recomposição salarial

A prioridade são os salários, já que em 2014 a categoria negociou acordo com os patrões visando à recuperação em 2016

Letícia Morais
Publicado em 15/11/2015 às 00:10Atualizado em 16/12/2022 às 21:18
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Sindicato dos Professores da rede privada já definiu os principais pontos da pauta de reivindicações para as negociações de 2016. A prioridade são os salários, já que em 2014 a categoria negociou acordo com os patrões visando à recuperação dos salários em 2016, com aumento real para 2015. Porém, a crise se instalou e pode ocasionar a mudança no discurso dos patrões, indicando longa rodada de negociação entre as partes.

O diretor regional do Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro/Minas Gerais), Marcos Mariano, garante que a negociação para o próximo ano será exclusivamente econômica. “A nossa convenção está ativa até 1º de março de 2017. Portanto, nossa negociação será apenas econômica. Entre as reivindicações está a recomposição salarial, porque nós não queremos negociar apenas um reajuste na base do INPC”, explicou.

A equiparação também é outro ponto que será discutido nas negociações. Segundo o diretor, mesmo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) preconizando trabalhos e salários iguais, na categoria existem tabelas que fazem distinção dos professores da educação básica. Também em pauta está o ensino a distância, cujas desigualdades também chamam a atenção da categoria, sobretudo no que tange à quantidade de alunos na sala de aula.

Por fim, Marcos Mariano destaca as fragilidades no ensino, exigindo correções imediatas. “O professor é contratado por hora/aula e nós temos uma fragilidade, sobretudo no ensino superior, com a redução da carga horária. No ensino superior não existe ano letivo e sim semestre. Então, o professor é contratado para dar aula durante um semestre do componente ‘x’, no próximo semestre, às vezes, a instituição não consegue ter alunos para fazer aquele componente, então o professor faz o acerto parcial e tem sua carga horária reduzida e consequentemente o salário é diminuído”, lamenta.

Defasagem. O presidente destaca levantamento feito pelo Sinpro que surpreendeu a categoria. “Obtivemos a seguinte realidade: nos últimos cinco anos, segundo dados fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais, houve um crescimento de quase 17% na educação básica e quase 21% no nível superior”, citou. Além disso, o diretor regional afirmou que nos últimos cinco anos as mensalidades escolares aumentaram, em média, 5% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). “Isso significa que os professores acumularam perda salarial de quase 50% em termos de salário nominal”, garantiu.

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