Com base no crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre deste ano, o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, aumentou a projeção do crescimento da atividade econômica este ano de 2,3% para 2,5%.
“Está um pouco melhor, mas, apesar disso, a gente antevê que o terceiro trimestre virá fraco”, disse à Agência Brasil o economista Régis Bonelli, coordenador do Seminário de Análise Conjuntural Ibre, que a fundação promoveu na segunda-feira, 16.
“A estimativa atual é de que o PIB do terceiro trimestre terá queda de 0,4% em comparação ao trimestre imediatamente anterior, porém o percentual pode ser revisto”, avaliou Bonelli. A projeção leva em conta vários indicadores, como a redução da produção industrial em julho.
Em relação à inflação, a perspectiva é de que chegue ao fim do ano abaixo de 6%. “Deve ficar acima da meta [de 4,5%], mas abaixo do teto [6,5%]”, destacou Bonelli.
Segundo o economista, o repasse da oscilação do dólar para o consumidor final tem sido pequeno até o momento. Entretanto, explicou, que se a indústria e o comércio começarem a repassar os preços para o varejo, poderá haver elevação da inflação.
Os economistas do Ibre avaliam, porém, que alguns produtos estão com preços defasados, como a gasolina, em decorrência do baixo repasse da variação cambial.