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A biofábrica de joaninhas de Belo Horizonte (MG) está sendo reconhecida internacionalmente. Os experimentos realizados estão sendo apresentados no município de Caen, na França, entre os dias 10 e 24 de novembro, pelo biólogo Wagner Resende. O biólogo é um dos técnicos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto na Prefeitura de Belo Horizonte.
Na biofábrica, instalada no Parque das Mangabeiras, são produzidas as larvas das joaninhas Cycloneda sanguinea, Eriopis connexa e Coleomegilla maculata e do crisopídeo Ceraeochrysa cubana. O objetivo é auxiliar no combate de pragas, sem o uso de agrotóxicos ou pesticidas, que atacam árvores, hortas, jardins e quintais.
"Com essa visita, nossa expectativa é que haja um incremento nos processos produtivos da biofábrica pautado pelo tripé: criação, distribuição e educação ambiental", explica.
Durante a estadia estão previstas reuniões na prefeitura e na Universidade de Caen para troca de experiências sobre o método. Há, ainda, uma visita técnica prevista ao Jardim Botânico da cidade francesa, que também se dedica à produção de joaninhas e crisopídeos – insetos conhecidos como bichos-lixeiros.
Umas das propostas, por exemplo, é expandir o projeto para o Instituto Inhotim em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Joaninhas e Crisopídeos
Tanto na fase larval como na fase adulta, as joaninhas se alimentam de pulgões, ácaros e percevejos, e as larvas de crisopídeos de pulgões, cochonilhas, ácaros, tripes, lagartas pequenas e mosca-branca. Ao colocar as larvas no meio ambiente, elas mantêm a biodiversidade.
Em Belo Horizonte as larvas dos insetos são distribuídas gratuitamente à população em frascos transparente que contém serragem e pequenos ovos de uma mariposa cor de areia. Cada pote vem com 10 a 15 larvas. A biofábrica também orienta como as larvas devem ser manuseadas e colocadas na horta.
*Com informações Hoje em Dia